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Azzas 2154 (AZZA3): Balanço do 4T25 traz sinais positivos, mas analistas seguem cautelosos; vale comprar?

12 mar 2026, 11:51 - atualizado em 12 mar 2026, 11:51
Azzas 2154
(Imagem: Montagem/Money Times)

As ações da Azzas 2154 (AZZA3) até abriram o pregão desta quinta-feira (12) entre os destaques positivos do Ibovespa (IBOV), mas a alta arrefeceu e os papéis viraram para queda, em linha com o Ibovespa. 

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Investidores reagem ao balanço da varejista referente ao quarto trimestre de 2025, que mostrou lucro líquido recorrente de R$ 168 milhões. De modo geral, analistas viram os resultados como fracos ou moderados, com uma parte recomendando a compra e outra adotando posição neutra.

Por volta de 11h30 (horário de Brasília), as ações AZZA3 caíam 1,36%, cotadas a R$ 27,55. Acompanhe o tempo real.

O ano de 2025 marcou o primeiro ciclo completo de operação da Azzas 2154 após a combinação de negócios entre Arezzo&Co e Grupo Soma. Nesse período, a companhia registrou lucro líquido de R$ 770,7 milhões, alta de 30,5% em relação a 2024.



Para o Bradesco BBI, o balanço veio em linha com o esperado, refletindo crescimento moderado da receita e rentabilidade ainda abaixo do pleno potencial, sobretudo devido à fraqueza persistente das unidades de Basic/Hering e Shoes & Bags.

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Os analistas avaliam os resultados como neutros para a tese. Embora existam sinais de avanço operacional, o desempenho mais fraco de Basic/Hering e Shoes & Bags, que representam quase metade da receita consolidada, continua limitando o potencial de expansão de margens no curto prazo, disseram.

“As iniciativas estratégicas em andamento (reorganização do ciclo operacional, maior proximidade com a rede de franquias, revisão do sortimento e ajustes no canal multimarcas) apontam para progresso, mas acreditamos que uma recuperação mais consistente só deve ganhar tração a partir do segundo semestre de 2026″, diz o BBI.

Até lá, a visibilidade para lucros, evolução de LPA (lucro por ação) e normalização das operações segue reduzida, o que pode manter os múltiplos pressionados. Apesar disso, a casa ainda enxerga valor no foco crescente em geração de caixa e na disciplina de capital, fatores que sustentam uma visão construtiva no médio prazo.

Na visão do BTG Pactual, a Azzas reportou um fraco crescimento da receita bruta no trimestre, enquanto o Ebitda apresentou uma leve alta. O resultado final foi impactado positivamente por uma reversão do imposto de renda.

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Os analistas do banco estão cautelosos quanto ao ritmo de crescimento das vendas nos próximos trimestres, especialmente nos segmentos de Básicos e Calçados.

“A companhia tem reforçado nos últimos meses que está seguindo uma estratégia disciplinada e orientada para eficiência, centrada no controle de custos, proteção de margens e otimização de capital (com sinais positivos no 4T)”, pondera o BTG.

Ainda assim, o sentimento predominante é de espera, com o mercado buscando evidências mais claras de que as vendas estão gradualmente se normalizando e de que a alavancagem operacional por meio da diluição das despesas de SG&A deve se materializar ao longo dos próximos trimestres.

O banco tem recomendação de compra para a Azzas 2154.

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O que esperar da Azzas?

A XP Investimentos vê no balanço do quarto trimestre de 2025 da Azzas resultados operacionais melhores, com receita pressionada e em linha, mas um Ebitda ajustado ligeiramente melhor graças ao controle de despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) e a um sólido fluxo de caixa livre (FCF).

“Na nossa visão, a dinâmica de receita já era em grande parte antecipada pelo mercado, em meio a ajustes estratégicos em andamento para focar em rentabilidade, equilibrar melhor a dinâmica de sell-in/sell-out e reestruturar a operação da Hering”, dizem os analistas.

Analistas do Safra avaliam que a companhia apresentou um conjunto fraco de resultados, em linha com o que já era amplamente esperado, em um trimestre foi marcado pela continuidade da contração da receita, observada no 3T25, com as vendas líquidas recuando 4% na comparação anual.

Além disso, a unidade de vestuário feminino, que vinha sustentando o crescimento, segue desacelerando e se aproxima de um ritmo de expansão de um dígito, com alta de apenas 11,6% no ano (ante +18% no 3T25).

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Somado a isso, os analistas destacam que a perda de alavancagem operacional resultou na ausência de melhora relevante na eficiência de despesas. A margem Ebitda avançou apenas 10 pontos-base (bps) na comparação anual, apesar de uma base de comparação favorável, uma vez que despesas relacionadas a fusão haviam pressionado a rentabilidade no quaro trimestre de 2024.

“Mantemos nossa recomendação Neutra, diante da desaceleração no crescimento da receita e da perspectiva de um ambiente macroeconômico mais desafiador à frente, o que tende a dificultar ainda mais uma recuperação das vendas”, dizem os analistas do Safra.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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