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Azzas 2154 (AZZA3): Citi corta R$ 17 do preço-alvo e rebaixa ação; o que preocupa?

22 jan 2026, 16:32 - atualizado em 22 jan 2026, 16:32
Azzas 2154
(Imagem: Montagem/Money Times)

O Citi rebaixou a recomendação para Azzas 2154 (AZZA3) de compra para neutra/alto risco e cortou o preço-alvo das ações de R$ 45 para R$ 28, tendo em vista um ritmo mais lento de recuperação da varejista de moda.  Após o corte de quase R$ 20 no preço-alvo, o potencial de valorização ante o último fechamento é de 13%.

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Na contramão do movimento do Citi, as ações da Azzas sobem no pregão desta quinta-feira (22), em dia que o Ibovespa (IBOV) renova recordes, tendo encostado pela primeira vez nos 177 mil pontos.

Por volta de 15h40 (horário de Brasília), AZZA3 subia 2,91%, cotada a R$ 25,47. Acompanhe o tempo real.



O Citi atualizou o modelo para a Azzas antes da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, que deve ocorrer em 11 de março.

O banco está abaixo do consenso para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e lucro, com base em uma visão mais conservadora, particularmente para a Hering e Calçados/Acessórios, que os analistas acreditam continuado a sofrer com vendas mais fracas.

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“Embora as sinergias de longo prazo e as iniciativas de eficiência possam destravar o crescimento do lucro futuramente, estamos mais cautelosos devido ao ritmo mais lento de recuperação (turnaround) dessas duas divisões, somado à contínua rotatividade na gestão”, colocam os analistas.

Ainda que os analistas vejam potencial de alta, não é o suficiente para sustentar a recomendação de Compra.

Vale lembrar que a Azzas 2154 nasceu da fusão das gigantes Arezzo e Grupo Soma, concluída em agosto de 2024.

Estimativas para a Azzas 2154

O Citi reduziu as estimativas para receita líquida estimada de 2026 em aproximadamente 2%, principalmente devido a uma revisão significativa para a Hering (agora projetamos ~4% de crescimento) e Calçados e Acessórios ligeiramente mais fracos.

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Apesar da margem bruta estável, os analistas apontam que Ebitda pós-IFRS caiu 4%, com contração de margens de 40/30 pontos-base para 2026/2027, decorrente de uma pior alavancagem operacional. As despesas financeiras líquidas aumentaram, pois os dividendos de 2025 consumiram o fluxo de caixa livre (FCF), somado a um FCF menor em 2026.

Essas mudanças combinadas cortaram o EBT e o lucro ajustado de 2026 e 2027 em cerca de 20%, implicando uma revisão do consenso. “Consequentemente, iniciamos um Catalyst Watch negativo de 90 dias”, dizem os analistas, indicando que existem eventos ou dados nos próximos meses que podem pressionar a ação.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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