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Allos (ALOS3) tem alta de 62% no lucro do 4T25, a R$ 252 milhões

10 mar 2026, 19:27 - atualizado em 10 mar 2026, 19:27
fundo imobiliário Hedge Brasil Shopping (HGBS11) Shopping Parque Dom Pedro (Imagem divulgaçãoAllos)
Shopping Parque Dom Pedro (Imagem divulgaçãoAllos)

Allos (ALOS3), maior operadora de shopping centers do país, teve lucro líquido de R$ 252 milhões no quarto trimestre, alta de 62% na comparação com o mesmo período de 2024, segundo balanço divulgado nesta terça-feira.

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A companhia também estimou que terá um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) entre R$ 2,17 bilhões e R$ 2,24 bilhões em 2026, um crescimento de 4,8% a 8% sobre o desempenho de 2025.

O resultado do quarto trimestre veio ligeiramente abaixo da média de previsões do mercado. A Allos teve Ebitda ajustado de R$ 619,4 milhões de outubro ao final de dezembro, avanço de 7,4% sobre o quarto trimestre de 2024. Analistas, em média, esperavam Ebitda de R$ 673 milhões, segundo dados da LSEG.

O crescimento do resultado operacional foi atribuído pela companhia ao projeto de simplificação que vem sendo implementado no grupo desde a fusão entre Aliansce Sonae e brMalls que originou a empresa. O projeto eliminou a duplicação de equipes e sistemas e melhorou a eficiência.

“Esse projeto teve impacto mais forte no quarto trimestre e vai ter benefícios ainda ao longo de 2026. É um projeto contínuo”, disse Daniella Guanabara, diretora financeira da Allos, em entrevista à Reuters.“Além disso, a gente vem fazendo trabalho de gestão de passivos estendendo prazos das dívidas e reduzindo custos”, completou a executiva.

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A Allos teve receita líquida de R$ 798 milhões no quarto trimestre, crescimento de 4,6% sobre um ano antes. O mercado esperava, em média, faturamento de R$831 milhões, segundo a LSEG.

O fluxo de caixa operacional (FFO) veio positivo em R$465 milhões, com alta de 2,3% na base anual, com margem recuando de 56,0% para 54,6%. Por ação, o FFO totalizou R$0,93, ganho de 3,9% ano a ano.

As vendas totais dos lojistas somaram R$12,9 bilhões no quarto trimestre, crescimento de 5,1% no comparativo anual. No conceito mesmas lojas, as vendas subiram 3%, desacelerando ante o aumento de 6,6% de um ano antes.

A companhia teve um bom início de ano e continua otimista para os próximos meses, afirmou a executiva. “O começo do ano foi positivo, com fluxo bom nos shoppings e patamar de venda bom também. Temos otimismo dentro do que já vinhamos entregando”, disse Guanabara.

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Nesse sentido, a empresa tem como objetivo continuar focando “em setores que estão crescendo, como o de mídia”, disse a diretora financeira.

A Allos mantém projeção de novembro de investir entre R$350 milhões e R$450 milhões este ano, após R$483 milhões em 2025, e Guanabara afirmou que o foco da companhia são projetos menores. A executiva citou como exemplos a divisão de espaços ocupados por antigas lojas em unidades menores para novos lojistas, como restaurantes, lojas de esporte e cafés.

Em relação a possíveis novos desinvestimentos, a executiva disse que tudo dependerá das condições do mercado, mas destacou que a companhia não tem pressa.

“Olhando o portfólio, temos uma ou outra oportunidade de desinvestimento ou redução de participação. Mas, na verdade, não temos pressa. Nosso endividamento é baixo, saldo de caixa bom, não temos necessidade de fazer movimento com pressa”, disse Guanabara.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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