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B3 (B3SA3) dispara 30% no ano e analistas questionam até onde papel pode ir

10 fev 2026, 17:48 - atualizado em 10 fev 2026, 17:48
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A avaliação mais otimista do UBS parte da expectativa de que o lucro da companhia fique cerca de 10% acima do consenso em 2026 e 2027 (Imagem: Divulgação/B3)

O ano mal começou e a B3 (B3SA3) já saltou 30%, superando, de longe, papéis como XP (XPBR31) e BTG (BPAC11), além de outros papéis do setor financeiro, como Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4).

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Tanta alta fez com que duas cases divulgassem relatórios opostos. Enquanto o BTG rebaixou a recomendação de compra para neutra, o UBS BB elevou a indicação de neutra para compra.

Veja os argumentos pró e contra o papel.

Potencial limitado

Para o BTG, com toda a alta a ação passou a ser negociada a 16 vezes o preço sobre o lucro (P/L), um número relativamente alto e que traz pouco potencial.

Mesmo assim, o banco lembra que a natural que papel tenha subido tanto. Isso porque a B3 é um papel líquido e tem um peso significativo no índice.

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Outro ponto importante é que o B3 hoje é muito menos dependente da negociação de ações. Além disso, uma decisão favorável sobre a amortização do imposto sobre o ágio também ajudou a reduzir os riscos da história.

Porém, o banco diz que há papéis com maior potencial de valorização e maior beta, como a XP.

“Também vemos maior potencial de valorização (e maior geração de alfa) nos bancos digitais NU e Inter. E, como uma opção puramente focada em taxas de juros, atualmente preferimos a empresa de pagamentos Stone”.

Mas

A avaliação mais otimista do UBS parte da expectativa de que o lucro da companhia fique cerca de 10% acima do consenso em 2026 e 2027.

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Segundo os analistas, o principal motor desse cenário é o aumento do volume de negociações, que tende a ser impulsionado pelo ciclo de flexibilização monetária, pela maior volatilidade associada ao calendário eleitoral e por uma possível realocação de fluxos para mercados emergentes.

Além do core de negociação, a B3 também deve se beneficiar de tendências positivas em outros segmentos do negócio, o que abre espaço para revisões positivas de lucro e para uma reprecificação do múltiplo ao longo do tempo.

No campo tributário, o destaque fica para o IoC adicional previsto para os próximos três anos, cujos benefícios fiscais mais do que compensam o impacto do aumento da CSLL no curto prazo.

Do lado competitivo, a leitura é de que os efeitos da entrada de novos players devem ser limitados no curto prazo, já que parte dos concorrentes ainda busca escala ou depende de aprovações regulatórias para avançar.

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Em termos de valuation, a B3 negocia atualmente a 13 vezes o lucro estimado para 2026 — ou 15 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses.

Isso representa um desconto de 35% em relação às bolsas de mercados emergentes e de 31% frente às bolsas globais, níveis próximos aos observados historicamente, reforçando a tese de assimetria positiva para o papel.

 

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É também setorista de setor financeiro. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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