B3 (B3SA3): BlackRock vai às compras e adquire ações da bolsa brasileira
A BlackRock informou à B3 (B3SA3) sobre a aquisição de ações da companhia, passando a deter, de forma agregada, 504.009.710 ações ordinárias e 1.479.668 ADRs (American Depositary Receipts), representativos de 4.439.004 ações ordinárias, totalizando 508.448.714 ações, representando aproximadamente 10,075% do total.
Além disso, a gestora detém 10.532.255 instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações ordinárias com liquidação financeira das ações emitidas pela B3.
O objetivo das participações societárias acima é estritamente de investimento, de acordo com a gestora, sem intenção de alterar o controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia.
“Não foram celebrados, pela BlackRock, quaisquer contratos ou acordos que regulem o exercício de direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários emitidos pela companhia”, diz o documento.
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O momento da B3
A perspectiva de concorrência no mercado de bolsas brasileiro, há anos vista como uma possibilidade distante, começa a ganhar contornos mais concretos. Três iniciativas em desenvolvimento — A5X, Base Exchange e CSD BR — avançam em seus planos operacionais e regulatórios para desafiar a hegemonia da B3, a única bolsa de valores em operação no país.
O movimento ganhou força após a recente rodada de captação da A5X, que atraiu investidores como Morgan Stanley, Goldman Sachs, XP e Kaszek. Reportagens recentes do Brazil Journal e do NeoFeed indicam que a companhia está entrando em uma fase decisiva de sua preparação e mantém a expectativa de iniciar suas operações no segundo trimestre de 2027.
A estratégia da A5X é começar pelo mercado de derivativos, segmento considerado pela administração como o caminho mais rápido para conquistar escala, liquidez e rentabilidade.