Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno
O Banco Central decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A., com a extensão do regime especial à Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários (DTVM).
De acordo com a autoridade monetária, o conglomerado, que tem como instituição líder o Banco Pleno, é de “pequeno porte” e detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
“A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações”, explicou o BC em nota.
O resultado das apurações, segundo o Banco Central, poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis.
Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos administradores da instituição objeto da liquidação decretada.
Quem é o Banco Pleno?
O Banco Pleno já foi conhecido como Banco Voiter e integrou o conglomerado Master. De acordo com o site da instituição, ele nasceu em 2019 “a partir do inconformismo ao perceber que o mercado demandava um banco com uma visão moderna e consultiva”.
No LinkedIn, o Pleno se apresenta como “um banco com a sua alma”; na descrição do perfil, consta apenas que está “em construção”.
Antes da liquidação do conglomerado Master, o Pleno foi vendido a Augusto Lima, empresário que foi sócio do banqueiro Daniel Vorcaro no Master. Lima chegou a ser preso no mesmo dia em que Vorcaro foi detido e é investigado no mesmo inquérito.
CDBs rentáveis
Após a liquidação do Master, em novembro de 2025, o Pleno assumiu a liderança do ranking de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) mais rentáveis do país em janeiro.
Segundo levantamento feito pela Quantum Finance, a instituição oferecia papéis com rentabilidade de 108% do CDI em um CDB com vencimento em três meses — uma taxa alta para o mercado.
Até o momento, não há informações sobre o número de investidores que estão expostos aos produtos do Pleno nem sobre o volume que deverá ser restituído pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
*Com informações da Reuters e do Seu Dinheiro