Economia

Banco da Inglaterra mantém juros em 3,75%

18 jun 2026, 8:42 - atualizado em 18 jun 2026, 8:42
Banco da Inglaterra
(Imagem: REUTERS/Luke MacGregor/File Photo)

O Banco da Inglaterra manteve a taxa de juros em 3,75% nesta quinta-feira (18), como vem fazendo desde o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, considerando que seria prematuro aumentar os juros neste momento dada a incerteza quanto à intensidade das crescentes pressões inflacionárias.

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O Comitê de Política Monetária do banco central britânico votou por 7 a 2 pela manutenção dos juros, em linha com as expectativas dos economistas em uma pesquisa da Reuters, depois que Megan Greene se juntou ao economista-chefe Huw Pill na defesa de um aumento de 0,25 ponto percentual.

No entanto, a maioria dos demais membros do comitê não pareceu muito mais inclinada a aumentar os juros, mantendo-se fiel ao que o presidente Andrew Bailey chamou de “manutenção ativa” — que ele considera um aperto monetário efetivo em comparação com as expectativas do mercado de cortes antes do conflito no Oriente Médio.

A abordagem do Banco da Inglaterra contrasta com as do Banco Central Europeu e do Banco do Japão — que elevaram as taxas de juros na semana passada — e com as projeções do Federal Reserve após sua primeira reunião sob o comando do novo chair, Kevin Warsh. O banco centra dos EUA indicou que as autoridades esperam alta dos juros ainda este ano.

Antes da reunião do Banco da Inglaterra, uma trégua provisória entre os Estados Unidos e o Irã promete reabrir o Estreito de Ormuz e reduzir os preços do petróleo.

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No entanto, o banco central afirmou que ainda é cedo para declarar que a ameaça de inflação tenha passado.

“Aconteça o que acontecer no futuro, os preços mais altos da energia nos últimos quatro meses significam que já há alguma pressão inflacionária a caminho”, disse Bailey em comunicado divulgado junto com a decisão de quinta-feira.

O banco central prevê que a inflação subirá para mais de 3,25% no último trimestre deste ano, ante 2,8% em maio, embora esse aumento seja menor do que o previsto em abril — de 3,6% a 3,7% — em dois de seus três principais cenários.

O banco central também se mostrou ligeiramente mais otimista em relação ao crescimento, estimando que a economia esteja se expandindo a uma taxa subjacente de 0,2% por trimestre, acima do 0,1% de seu último conjunto de previsões, apesar de uma pequena queda na produção em abril.

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Tanto Pill quanto Greene afirmaram que um aumento da taxa de juros agora é necessário para conter as expectativas das famílias em relação à inflação futura, que estão em seu nível mais alto desde pelo menos 2009, segundo uma pesquisa trimestral do Banco da Inglaterra, embora estejam diminuindo em uma pesquisa mensal mais frequente.

A inflação ultrapassou a meta de 2% do banco central durante a maior parte dos últimos cinco anos devido a uma série de choques de alta desde a pandemia da Covid-19, com destaque para a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, que elevou a inflação britânica para mais de 11%.

“Um aumento proativo da taxa básica de juros neste momento deve ajudar a ancorar as expectativas de inflação”, disse Greene.

O aumento do custo de vida tem sido um fator decisivo por trás da insatisfação de muitos britânicos com os políticos.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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