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Banco de Brasília (BRB) cancela AGE que votaria aumento de capital; entenda

18 mar 2026, 8:25 - atualizado em 18 mar 2026, 8:25
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(Imagem: Banco de Brasília/ Reprodução Wiz)

O Banco de Brasília (BRB) cancelou Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que ocorreria nesta quarta-feira (18), de acordo com fato relevante enviado ao mercado na véspera. Estava prevista para essa reunião a deliberação de um aumento de capital de até R$ 8,86 bilhões.

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Na última semana, o banco divulgou ao mercado proposta que previa um aporte de até R$ 8,86 bilhões, mediante a venda de até 1,68 bilhão de ações ordinárias da companhia, ao preço de R$ 5,29 cada uma. O BRB havia definido uma subscrição mínima de 100 milhões de ações, o que movimentaria, no mínimo, R$ 529 milhões.

De acordo com a instituição, que está nos holofotes do mercado em meio ao caso do banco Master, o aumento de capital proposto contava com quatro objetivos: reforçar a estrutura de capital da companhia; fortalecer os indicadores prudenciais e patrimoniais do BRB; assegurar níveis adequados de capitalização e de índice de Basileia; e ampliar a capacidade de crescimento das operações.

Ainda segundo o banco, a decisão de suspender a AGE tem “caráter prudencial”, tendo em vista decisão judicial liminar que será submetida à assembleia e que recomendou o aprofundamento das análises jurídicas e institucionais após operações suspeitas com o Master, afim de garantir segurança regulatória e melhores práticas de governança corporativa.

O BRB informou ainda que está conduzindo o aprofundamento de estudos técnicos relacionados à estruturação de sua base de capital, incluindo a avaliação econômico-financeira de ativos e a análise de alternativas envolvendo fluxos de recebíveis de titularidade do Distrito Federal, com potencial impacto na modelagem da operação anteriormente submetida à deliberação em assembleia .

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“Nesse contexto, o Banco entendeu como mais adequado postergar a apreciação da matéria, de forma a permitir o amadurecimento das análises em curso e assegurar que eventual proposta a ser submetida aos acionistas reflita, de
maneira consistente, a melhor estrutura econômica, financeira e jurídica para a companhia”, diz o fato relevante.

Uma nova data para ainda será definida.

Decisão da Justiça

A Justiça do Distrito Federal anulou uma decisão judicial anterior que impedia o governo do DF de usar transações imobiliárias para injetar capital no Banco de Brasília (BRB), segundo decisão divulgada nesta terça-feira (17).

No documento, o desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Roberval Belinati, afirmou que a decisão anterior poderia ter violado a ordem administrativa econômica do DF, que é o acionista controlador do BRB.

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Na segunda-feira (16), a Justiça do DF havia concedido uma liminar para barrar o uso de imóveis do governo distrital como garantia para capitalizar o BRB atendendo a um pedido movido em ação popular pelo ex-governador e deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) e outras pessoas.

O BRB vem buscando recursos para cobrir perdas relacionadas a carteiras de crédito supostamente fraudulentas compradas do Banco Master, que foi liquidado em novembro em meio a graves problemas de liquidez.

Novo conselheiro

O conselho de administração do Banco de Brasília também informou ao mercado que, em 17 de março, nomeou Sérgio Iunes Brito para integrar o conselho e o elegeu para o comitê de auditoria, após manifestação favorável do comitê de elegibilidade.

Brito já passou por entidades do sistema financeiro e de previdência complementar, tendo presidido o Economus Instituto de Seguridade Social e a CASSI – Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, além de ter atuado em conselhos deliberativos e fiscais dessas instituições.

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De acordo com o comunicado, também integrou o Conselho de Administração da ABRAPP e exerceu funções de governança em empresas vinculadas ao Banco do Brasil.

“A companhia esclarece que a posse do Sr. Sérgio Iunes Brito ocorrerá após a autorização prévia do Banco Central do Brasil, conforme regulamentação aplicável”.

*Com informações da Reuters

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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