Comprar ou vender?

BB (BBAS3), BTG (BPAC11), Santander (SANB11) e Banrisul (BRSR6): Apenas dois nomes têm indicação de compra pelo BBA; veja quais

08 jul 2024, 13:07 - atualizado em 08 jul 2024, 14:08
Santander Banrisul BTG Pactual Banco do Brasil
Itaú BBA atualiza indicações para Santander, Banrisul, BTG Pactual e Banco do Brasil (Imagem: REUTERS/Kacper Pempel)

O Itaú BBA revisou suas preferências e promoveu quatro mudanças de rating no setor de bancos. Santander (SANB11) e Banrisul (BRSR6) foram elevados para outperfom (desempenho esperado acima da média do mercado, equivalente a “compra”), enquanto BTG Pactual (BPAC11) e Banco do Brasil (BBAS3) foram rebaixados para market perform (equivalente à neutra).

Os analistas da casa apontam que a elevação de Santander reflete o otimismo contínuo com o negócio de crédito ao consumidor e avanços internos significativos que impulsionarão o crescimento dos lucros.

A atualização substitui o BTG no setor de mercado de capitais, rebaixado para market perform tendo em vista as dificuldades macroeconômicas e de crédito corporativo que afetam estimativas e múltiplos.

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Após os resultados mais fracos do Banco do Brasil, o BBA rebaixou a indicação para neutra, substituindo pelo Banrisul, que oferece avaliações ainda mais baixas e um impulso de lucros mais forte em 2025, na avaliação dos analistas.

Santander

O Santander é o nome preferido do BBA entre os grandes bancos do Brasil, com um novo valor justo de final de ano de 2024 de R$ 33 por ação.

Os analistas apontam que o banco vem limpando suas linhas de crédito desde 2022 em termos de provisões e clientela, ficando mais preparado para acelerar esse ciclo.

Junto a isso, há uma nova abordagem de entrada no mercado e de atendimento ao cliente e o primeiro trimestre já apresentou ganhos de participação de mercado em áreas-chave como cartões de crédito, folha de pagamento, veículos e PME.

“Dentro da carteira financeira mais ampla, reforça a nossa preferência pelos bancos em detrimento de outros subsetores, como os mercados de capitais”.

BTG Pactual

O BBA avalia que a curva de taxas de juros mais elevadas e as incertezas que pairam sobre o Brasil deverão ter impacto mais direto no mercado de capitais e atividade de investimentos.

Eles destacam que os spreads empresariais diminuíram significativamente, enquanto um ambiente de taxas mais elevadas é geralmente negativo para a inadimplência. Ainda, destacam que o BTG possui cobertura de provisão mínima para crédito corporativo e tem cerca de R$ 500 milhões de exposição líquida na Americanas, o que pode pesar nos resultados.

“Continuamos gostando do nome no longo prazo, com participação de mercado e alavancas de eficiência de SG&A para impulsionar o crescimento do lucro por ação de 10-15% em relação ao ano anterior nos próximos anos”.

Neste cenário, o BBA reduziu o preço-alvo de 2024 para R$ 35/ação, com classificação neutra.

Banco do Brasil

Os analistas ainda enxergam potencial de longo prazo no Banco do Brasil, mas acreditam que o banco experimentará uma desaceleração significativa no impulso dos lucros até 2025, com um crescimento modesto de 4% no lucro por ação.

“A taxa Selic mais elevada impedirá o aumento dos spreads de crédito (contrariamente às nossas expectativas anteriores), enquanto a margem financeira do mercado enfrentará comparações difíceis. As questões de NPL no BB persistem por mais tempo do que em seus pares, provavelmente devido à crescente carteira renegociada, e espera-se que as provisões para o exercício de 2024 excedam a orientação”.

O BBA destaca a crescente sensibilidade dos investidores aos riscos políticos, o que pode dificultar a expansão múltipla do banco. Neste cenário, revisaram o preço-alvo de 024 para R$ 31/ação, com classificação neutra para o BB.

Barinsul

A exposição empresarial de aproximadamente 85% ao estado do Rio Grande do Sul fez com que a ação caísse para 0,4x P/B’24E, no entanto, o BBA acredita que as preocupações tanto do lado do ativo como do passivo são exageradas.

O BBA pondera que a carteira de crédito é principalmente consignada ou agro, que não é movimentada. Além disso, a atividade regressou rapidamente na região e é provável que diversas medidas de alívio do crédito diluam, ou compensem, o potencial risco de crédito nas empresas.

“Os próximos resultados deverão aliviar as preocupações e desencadear uma reclassificação, pelo menos de volta para 0,6x P/B’24, em linha com os seus níveis de ROE de 10-12%.  Esta é uma chamada de valor tático”.

Com isso, a casa elevou o valor justo para o ano de 2024 para R$ 17/ação com classificação outperform.

Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Foi redatora na área de marketing digital por 2 anos e ingressou no Money Times em 2022.
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