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Dividendos do Banco do Brasil (BBAS3): CFO responde se pode aumentar payout após cifra acima do esperado; ‘suamos a camisa’

11 fev 2026, 20:33 - atualizado em 11 fev 2026, 20:33

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O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou números 26% acima do esperado, com lucro de R$ 5,7 bilhões, e com melhora expressiva do ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) em quatro pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre, saindo de 8% para 12,4%.

Investidores, no entanto, estão de olho mesmo são nos dividendos. Seria possível sonhar com mais proventos? Apesar da melhora, o CFO do banco, Giovanni Tobias, ‘baixou a bola’ com um sonoro não ao responder se payout pode subir em vídeo publicado no canal do BB.

“A nossa principal missão é garantir a sustentabilidade do Banco do Brasil e do negócio no país. E, para isso, precisamos ter uma estrutura sólida de capital”, afirmou.

No quarto trimestre, o banco aprovou juros sobre o capital de R$ 1,2 bilhão. Lembrando também que a estatal reafirmou o payout de 30%. Nos tempos de vacas gordas, esse número já chegou a 45%, no entanto.

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“Encerramos dezembro com 12,23%. E digo a vocês: suamos muito a camisa para conseguir entregar esse nível de capital”.

Para ele, o banco precisa retomar a rentabilidade para gerar capital orgânico, porque “já vimos, em setembro de 2025, que o capital orgânico via geração de lucro somou 26 pontos-base. Ele praticamente financiou a expansão do nosso ativo”.

“Mas precisamos ser cautelosos. Por quê? Porque 2025 foi um ano de ajuste. Já 2026 tende a trazer uma reversão mais favorável. Ainda assim, no Banco do Brasil o primeiro compromisso é garantir a fortaleza do capital, para que possamos continuar expandindo de forma sustentável”.

Novo guidance do Banco do Brasil

O BB também publicou suas projeções para 2026, incluindo lucro líquido ajustado de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões. Em todo o ano de 2025, o lucro líquido somou R$ 20,7 bilhões, dentro do intervalo projetado pelo banco, entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões, mas queda de 45,4% em relação ao ganho apurado em 2024.

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Mais de uma vez ao longo do ano passado, a presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, afirmou que 2025 era um ano de ajustes, após o balanço do banco ser fortemente afetado pelo aumento da inadimplência de parte da carteira do agronegócio e por novas regras contábeis que entraram em vigor no passado.

Para 2026, a CEO afirma que está otimista, “atuando sempre com cautela, estratégia clara e execução disciplinada”.

“Seguimos com foco contínuo em mitigação de riscos e rentabilidade: fortalecimento de garantias, matriz de resiliência e novos produtos para sustentar a parceria histórica com o agro”.

Segundo Tobias, há uma expectativa de crescimento entre 10% e 15% do ganho.

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“Isso é positivo, mas não esperamos voltar ao nível de ROE que tínhamos até 2024, porque ainda estamos em um processo de retomada do crescimento e de recuperação da rentabilidade do banco”.

Ainda segundo ele, o ambiente de redução de juros é benigno e, eventualmente, poderá avaliar uma aceleração no segundo semestre.

“Acreditamos que essa estratégia será fundamental para sustentar o crescimento da margem financeira bruta”.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intesivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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