Comprar ou vender?

Banco do Brasil (BBSA3): JPMorgan vê espaço para surpresas; o que esperar do balanço da próxima quarta?

10 fev 2026, 18:22 - atualizado em 10 fev 2026, 18:22
Day Trade, Mercados, Banco do Brasil, BBAS3, Vamos, VAMO3
(Imagem: Paulo Whitaker/REUTERS)

O Banco do Brasil (BBAS3) deve voltar aos holofotes nesta temporada de balanços, mas não exatamente por boas notícias. A expectativa predominante entre analistas é de mais uma queda grande no lucro, refletindo um resultado ainda fraco, com impacto concentrado, mais uma vez, no agronegócio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a XP, o banco deve enfrentar mais um trimestre de desaceleração no crescimento das carteiras Corporate e Agro, em um ambiente no qual a qualidade de crédito segue pressionada. Para a casa, esse movimento pode levar os números para a parte inferior do guidance divulgado pela instituição.

“Por mais um trimestre, o crescimento das carteiras Corporate e Agro tende a desacelerar, possivelmente se aproximando da parte baixa do guidance, à medida que a qualidade de crédito permanece aquém do ideal”, escreveu a XP.

Apesar do tom cauteloso, o JPMorgan avalia que o nível já bastante deprimido das expectativas pode abrir espaço para surpresas positivas, especialmente se houver qualquer sinal de melhora no agro.

“Diante das expectativas baixas, qualquer sinal de inflexão no agronegócio pode animar o mercado”, afirma o banco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No centro da estratégia do BB está a implementação do programa de reperfilamento da dívida do agronegócio. Para os analistas, a medida tem efeitos mistos: de um lado, pode antecipar a materialização da inadimplência até 2026; de outro, tende a impulsionar volumes relevantes de renegociação, ajudando a estabilizar a carteira.

O JPMorgan destaca que esse movimento também pode ser positivo do ponto de vista de capital, com expectativa de mais de R$ 20 bilhões em saldo reperfilado neste momento.

Ainda assim, o banco revisou suas projeções para 2026 para baixo, estimando um lucro de R$ 23,8 bilhões, o que implica um retorno sobre o patrimônio (ROE) de cerca de 13%. A revisão reflete, segundo o JPMorgan, uma combinação de crescimento mais lento da carteira de crédito e custos ainda pressionados.

“Esperamos alguma desaceleração no crescimento dos empréstimos (projeção de 5,8%) e assumimos despesas gerais e administrativas ainda acima da inflação neste ano, em torno de 6%”, afirma o banco

Casa Lucro 4T24 (R$ bi) Variação A/A ROE
JPMorgan 4,1
XP 4,0 -57,8% 8,8%
Safra 3,8 -59,9% 8,4%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É também setorista de setor financeiro. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Linkedin
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É também setorista de setor financeiro. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Linkedin
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar