Política

Banco Master: Haddad defende ampliar poder do BC para fiscalizar fundos de investimentos

19 jan 2026, 12:13 - atualizado em 19 jan 2026, 12:13
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Haddad diz que governo discute ampliar o poder do Banco Central e transferir a fiscalização de fundos da CVM após investigações de fraude. (Imagem: REUTERS/Adriano Machado)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19) que o governo discute ampliar o poder de fiscalização do Banco Central, com a possibilidade de transferir para a autarquia a supervisão dos fundos de investimento — hoje sob responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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Em entrevista ao portal UOL, Haddad disse que a proposta está em debate no âmbito do Executivo e envolve o Ministério da Fazenda, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo o ministro, a ideia é ampliar o chamado perímetro regulatório do BC, concentrando em um único órgão a supervisão de áreas que hoje se sobrepõem.

A discussão ganhou força após investigações que apuram fraudes financeiras envolvendo fundos de investimento e o Banco Master. De acordo com as apurações, fundos teriam sido usados para inflar artificialmente o patrimônio da instituição, que acabou sendo liquidada pelo Banco Central. O caso também envolve a gestora Reag, investigada pela Polícia Federal por suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC.

Para Haddad, a migração da fiscalização dos fundos para o Banco Central seria uma resposta adequada ao momento. “Tem coisa que deveria estar no BC e hoje está na CVM. O Banco Central tem de passar a fiscalizar os fundos. Há uma intersecção grande entre fundos e finanças, com impacto sobre a contabilidade pública, as operações compromissadas e a conta remunerada”, afirmou. Ele ressaltou, no entanto, que se trata de uma opinião pessoal, ainda em discussão dentro do governo.

O ministro acrescentou que o modelo se aproxima do desenho adotado por bancos centrais de países desenvolvidos, nos quais a supervisão do sistema financeiro é mais concentrada.

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Haddad também fez duras críticas à gestão anterior do Banco Central, comandada por Roberto Campos Neto. Segundo ele, o atual presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, herdou problemas relevantes, entre eles a fraude envolvendo o Banco Master.

“Herdou um problema constituído integralmente na gestão anterior. O Galípolo teve de ‘descanscar um abacaxi’ enorme, com decisões duras e um processo robusto para justificá-las. Mas resolveu com competência”, disse o ministro.

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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