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Bank of America volta a recomendar Cosan (CSAN3) apostando em geração de caixa, dividendos e venda de ativos

18 jun 2026, 12:10 - atualizado em 18 jun 2026, 12:10
Cosan csan3 (2)
(Foto: Divulgação)

O Bank of America (BofA) retomou a cobertura da Cosan (CSAN3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 5,50 por ação, o que representa potencial de valorização de 69% em relação ao fechamento mais recente.

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Para o banco, a tese de investimento está apoiada na combinação entre recebimento de dividendos das subsidiárias, venda de ativos e melhora gradual da geração de caixa da holding.

Segundo os analistas, a Cosan vive um momento decisivo de desalavancagem. A administração da companhia tem como meta reduzir sua dívida líquida para zero ao longo dos próximos anos. O BofA estima que a dívida líquida da Cosan encerre 2026 em cerca de R$ 9,5 bilhões.

A estratégia passa pelo aumento dos dividendos distribuídos pelas controladas e por eventuais monetizações do portfólio. Em maio deste ano, a companhia concluiu a oferta pública inicial (IPO) da Compass, reduzindo sua participação de 88% para 75% e levantando R$ 2,5 bilhões.

Além disso, o mercado acompanha especulações sobre uma possível venda de participação na Rumo (RAIL3), enquanto a própria administração já sinalizou alternativas envolvendo a Radar e a Moove.

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Para o banco, a Compass é hoje o principal ativo da tese. A participação de 75% da Cosan na empresa de gás natural é avaliada em cerca de R$ 4,60 por ação da CSAN3, equivalente a aproximadamente 47% do valor total da companhia pela metodologia de soma das partes. O BofA destaca o forte potencial de crescimento e geração de caixa da Compass como pilares para sustentar o processo de desalavancagem.

Os analistas reconhecem, porém, que a execução da estratégia ainda envolve riscos. O principal deles é o timing das operações de venda de ativos e a capacidade de geração de caixa da holding no curto prazo. No primeiro trimestre de 2026, a Cosan registrou fluxo de caixa negativo de R$ 1,9 bilhão, impactado por despesas financeiras, perdas com derivativos e investimentos de portfólio.

Sem novas vendas de ativos, a melhora da situação financeira dependerá principalmente do aumento dos dividendos recebidos da Compass e da Rumo. O BofA projeta que esses proventos avancem de R$ 1,2 bilhão acumulados nos últimos 12 meses para cerca de R$ 2,8 bilhões em 2028, patamar suficiente para ampliar sua capacidade de redução da dívida e fortalecimento da estrutura financeira.

Na avaliação do banco, a combinação de ativos de qualidade, potencial destravamento de valor e avanço da desalavancagem justifica a recomendação de compra para as ações da Cosan.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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