Bilionários

“Não quero ser sócio minoritário, mas um pequeno dono.” Entenda a lógica do raciocínio de Luiz Barsi, o maior investidor pessoa física da bolsa brasileira

18 jun 2026, 11:21 - atualizado em 18 jun 2026, 11:21
(Imagem: Bernardo Coelho)

Luiz Barsi não é considerado o maior investidor pessoa física do Brasil por acaso. Aos 87 anos, cerca de metade de seu patrimônio, estimado em R$ 4 bilhões, está investida na bolsa de valores de São Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com mais de cinco décadas de atuação no mercado financeiro, ele se destaca como o maior acionista individual, depois dos controladores, em algumas das principais empresas da B3, consolidando-se como um “pequeno dono” desses negócios.

Certa vez, ao ser questionado sobre um dos segredos que o tornaram o maior investidor individual da B3, Barsi afirmou: “Não quero ser sócio minoritário, mas um pequeno dono. O dono não vende as ações dele. Por que eu vou vender?”

Confira, a seguir, porque é tão importante para Barsi manter as ações na carteira, de acordo com sua filosofia de investimentos.

O tempo importa

A estratégia de Barsi baseia-se na formação do que ele chama de Carteira de Previdência, que consiste na compra de ações boas pagadoras de dividendos, mantidas independentemente de sua cotação no mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esses dividendos — entendidos como parte do lucro das empresas distribuído periodicamente aos acionistas — podem ser reaplicados na aquisição de novas ações, ampliando não apenas o patrimônio do investidor, mas também sua participação na empresa.

Como esse efeito só pode ser observado com a escolha de companhias saudáveis e a manutenção das ações por muito tempo, Barsi reforça a importância de estudar, tentar entender onde o dinheiro será aplicado e adotar uma visão de longo prazo.

Por isso, ele defende que a carteira de ações deve ser voltada à geração de renda na aposentadoria, enquanto objetivos de curto prazo e situações emergenciais devem ser assegurados pela reserva de emergência.

Parceria acima de tudo

Barsi segue a filosofia do investidor parceiro: aquele que compra ações de empresas com projetos sólidos. Seu método é baseado na ideia de se tornar sócio do negócio, analisando profundamente a empresa e acompanhando-a de perto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele inclusive já afirmou em entrevistas que não compra ações da bolsa, mas sim participações em empresas com bons projetos, priorizando companhias tradicionais e adquirindo ações quando os preços estão em queda.

A carteira de Barsi contempla poucas empresas, devido ao nível de acompanhamento exigido. Suas posições são mantidas por longos períodos: algumas ações permanecem em sua carteira há mais de três décadas.

Entre as empresas de seu portfólio estão Klabin (KLBN4), Banco do Brasil (BBAS3), Banrisul (BRSR6), Santander (SANB11) e Auren (AURE3).

CONTINUA DEPOIS DO CONTEÚDO PAN

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Atualmente, estagiária de redação do Money Times e do Seu Dinheiro.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Atualmente, estagiária de redação do Money Times e do Seu Dinheiro.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar