Queridinha de Barsi aprova agrado a acionista; entenda
A Unipar aprovou mais um programa de recompra de ações, segundo documento enviado ao mercado nesta quarta-feira (17).
Ao todo, a companhia poderá recomprar até 5,6% das ações preferenciais classe A (UNIP5) e 5,1% das ações preferenciais classe B (UNIP6).
O programa terá vigência de 18 meses, com início nesta quarta-feira e término previsto para 17 de dezembro de 2027.
Queridinha de Barsi
Luiz Barsi Filho, conhecido como o “Rei dos Dividendos”, é o maior acionista individual da Unipar, com cerca de 14% de participação no capital da companhia. Além disso, ocupa os cargos de vice-presidente e membro do conselho de administração desde 2017.
Barsi começou a acumular ações da Unipar, empresa do setor petroquímico, entre 2006 e 2008, mantendo os aportes até 2015, em um período em que os ativos eram pouco valorizados pelo mercado. Nesse período, a ação subiu mais de 500%.
Segundo estudo da Nord apenas com a posição em Unipar (UNIP6), o bilionário obteve um retorno em proventos de 884,7% na última década. Em termos absolutos, isso representa cerca de R$ 884,7 milhões recebidos em dividendos e outros proventos.
Agrado ao acionista
Programas como esse costumam ser interpretados pelo mercado como uma demonstração de confiança da administração nos fundamentos da empresa e no potencial de valorização de suas ações.
Na prática, quando uma companhia decide utilizar recursos para adquirir seus próprios papéis, a mensagem transmitida é que, nos preços atuais, ela considera investir em si mesma uma alocação de capital mais atrativa do que outras alternativas.
Para o acionista que permanece na base, o benefício funciona como uma espécie de “dividendo indireto”: com menos ações em circulação, cada participação passa a representar uma fatia maior dos lucros e dos proventos futuros.
Por outro lado, existe um efeito colateral conhecido: a redução da liquidez. Com menos papéis disponíveis para negociação diária, o volume movimentado na bolsa tende a diminuir, o que pode aumentar a sensibilidade dos preços a ordens de compra e venda mais expressivas.