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BB Seguridade (BBSE3) perde o status de ação defensiva? Economista faz alerta e comenta expectativas sobre Itaú (ITUB4)

04 ago 2026, 14:18
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(Imagem: Paulo Whitaker/REUTERS)

Em entrevista ao Giro do Mercado nesta terça-feira (4), Gustavo Pedroso, economista e sócio da Cordier Investimentos analisou os resultados de BB Seguridade (BBSE3) e explicou o porquê dela ter perdido espaço entre os “portos seguros” da bolsa.

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“Essa é uma empresa historicamente vista como segura para o investidor, mas que está enfrentando problemas estruturais. O mercado já está cobrando um preço mais conservador a partir de agora”, diz.

Além disso, Pedroso apontou as expectativas para os números do Itaú Unibanco (ITUB4), que devem ser divulgados hoje, após o fechamento do mercado, e o balanço da ISA Energia (ISAE4).

Veja a análise completa no Giro do Mercado

Segundo o especialista, embora a BB Seguridade tenha entregado números em linha com as expectativas do mercado, o resultado evidencia pressões importantes em diferentes frentes do negócio.

“A companhia bateu a expectativa, ainda que tenha registrado queda na comparação anual. Esse recuo passa por três fatores principais”, afirma Pedroso.

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De acordo com ele, a principal pressão veio da Brasilprev, afetada pela marcação negativa dos títulos públicos e pelo avanço do IGP-M acima do IPCA. Além disso, a BrasilSeg, principal operação do grupo, sofreu com o momento mais desafiador do agronegócio.

“Os prêmios do seguro agrícola despencaram mais de 40% no trimestre“, destaca.

Já a BB Corretora também contribuiu negativamente para o desempenho, diante da queda na receita de corretagem, especialmente no segmento de capitalização.

Pedroso lembra que a companhia sempre foi vista como uma ação defensiva, especialmente pelo histórico consistente de distribuição de dividendos. No entanto, avalia que essa percepção começa a mudar.

Além do BB Seguridade: ISA Energia cresce, mas dívida pesa

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Já sobre a ISA Energia, Pedroso afirma que o balanço deve ter impacto limitado sobre as ações, em linha com a avaliação da XP Investimentos.

Segundo ele, o desempenho operacional acima do esperado compensou a queda do lucro líquido.

“O operacional veio melhor do que o esperado, o que equilibra o efeito negativo da redução do lucro final”, afirma.

O economista destaca que parte desse avanço foi impulsionada pela entrada em operação de dois novos projetos de transmissão, que adicionaram cerca de R$ 376 milhões em Receita Anual Permitida (RAP) para a companhia.

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Na visão de Pedroso, o maior peso sobre o resultado vem do elevado volume de investimentos necessários para financiar a expansão da companhia no longo prazo.

Para o economista, o aumento da dívida é um movimento pontual da ISA Energia, reflexo de um plano de cerca de R$ 12 bilhões em investimentos até 2033, e não um sinal de fragilidade do setor elétrico.

Ele ressalta que o segmento continua entre os mais resilientes da Bolsa e segue sendo visto como uma opção defensiva pelos investidores.

O que esperar do balanço do Itaú (ITUB4)

Já para o Itaú, que divulga seus números após o fechamento do mercado, a expectativa é de estabilidade.

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“O mercado espera um resultado praticamente estável na comparação trimestral, sem grandes saltos”, afirma Pedroso.

Segundo ele, o principal ponto de atenção está nas receitas com serviços e tarifas, que podem apresentar desempenho mais fraco no período.

Ainda assim, o economista acredita que o banco continuará sendo a principal referência entre as instituições financeiras brasileiras.

“O Itaú segue visto pelo mercado como o nome mais sólido do setor bancário brasileiro. A expectativa é de mais um trimestre consistente. Agora, o mercado já está atento a possíveis gatilhos de alta”, ressalta.

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*Com supervisão de Renan Sousa.

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.

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