Economia

Banco Central precisa de cautela e coragem, afirma Meirelles sobre corte da Selic nesta quarta (18)

17 mar 2026, 12:04 - atualizado em 17 mar 2026, 12:04
Henrique Meirelles
(Imagem: Divulgação/Henrique Meirelles)

O Comite de Política Monetária (Copom) decide, nesta quarta-feira (18), o novo patamar da taxa básica de juros. A expectativa de um corte mais agressivo perdeu força no mercado e, agora, o cenário base aponta para um início mais cauteloso do afrouxamento monetário, com a Selic em 14,75% ao ano — redução de 0,25 ponto percentual.

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Para Henrique Meirelles, ex-ministro d Fazenda entre 2016 e 2018, o momento exige prudência, especialmente diante da escalada da guerra no Irã, que passou a pesar no radar dos investidores.

“O Banco Central precisa ter cautela nesta próxima reunião. É necessário trabalhar com um cenário de indefinição”, afirmou o ex-ministro a jornalistas durante evento em São Paulo, nesta terça-feira (17). “Certamente não é mais o cenário anterior, em que a inflação estava controlada e caminhando para a meta”.

Segundo ele, o avanço do conflito no Oriente Médio — especialmente com o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — tende a pressionar os preços no Brasil, tanto por efeitos diretos quanto indiretos da alta da commodity.

A principal incerteza, na avaliação de Meirelles, está na duração do conflito e no impacto persistente sobre os preços do petróleo.

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“Não adianta esperar que o Banco Central tenha todas essas respostas. Ele terá que agir em um ambiente de incerteza, sendo mais conservador. E, para isso, é preciso coragem”, disse.

Na visão do ex-ministro, a atual taxa Selic, em 15% ao ano, é elevada, mas necessária para garantir a convergência da inflação à meta de 3%.

Ele também chama atenção para o cenário fiscal: a dívida bruta acima de 70% do PIB segue como um ponto de preocupação, sem sinais claros de melhora no horizonte.

Sobre eleições em 2026, Meirelles destaca que o atual governo já está em uma trajetória de alta dos gastos públicos e que o período eleitoral tende a aumentar a dívida pública e que esta questão ficará a cargo do próximo governo eleito.

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“Nós temos que inverter essa trajetória de crescimento da dívida pública brasileira, principalmente levada em conta como porcentagem em relação ao produto. Esse é o ponto mais importante agora”, diz.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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