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Bifurcação “Shelley” do blockchain Cardano acontece nesta quarta-feira

29/07/2020 - 9:35
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
Cardano é uma plataforma proof-of-stake (PoS) com foco em criar um blockchain “de terceira geração”. Nesta quarta-feira (29), irá migrar da rede Byron para a rede Shelley por meio de uma bifurcação drástica (ou “hard fork”). O foco da atualização é em descentralização (Imagem: Crypto Times)

O desenvolvimento da plataforma Cardano (ADA) começou em 2015. Uma pré-venda de tokens realizada na Ásia arrecadou US$ 62 milhões entre setembro de 2015 e janeiro de 2017.

Um total de 26 bilhões de tokens foram vendidos a US$ 0,0024 cada. A negociação pública dos tokens ADA começou em 1º de outubro de 2017.

Atualmente, o token ADA é classificado em sexto lugar na tabela de capitalização de mercado da Brave New Coin, com de US$ 4,1 bilhões. Cada token individual está sendo negociado a US$ 0,15, em que seu preço aumentou 76% no último mês.

Cardano usa Ouroboros, um modelo proof-of-stake (PoS), para consenso da rede. Algoritmos de consenso PoS usam um processo de seleção pseudoaleatório, onde a alocação de blocos é ponderada com base no tamanho do staking de um nó.

O site da Cardano sugere que as principais inovações do Ouroboros são a modularidade e o design flexível.

A modularidade possibilita recursos como delegação, sidechains (blockchains paralelos), controles subscritos, melhores estruturas de dados para clientes “light”, formas diferentes de gerar números aleatórios e diferentes hipóteses para a sincronização de nós.

O sistema foi criado para simplificar a privacidade e as interações da rede conforme informações sobre contratos autônomos são mantidas separadamente das informações de transações (Imagem: Twitter/Cardano)

A plataforma Cardano consiste de duas camadas: a camada operacional (Cardano Settlement Layer, ou CSL), usada para firmar transações que usam o token ADA, e a camada computacional (Cardano Computation Layer, ou CCL), sob desenvolvimento, que será usada para contratos autônomos e aplicações descentralizadas (dapps).

O sistema foi criado para simplificar a privacidade e as interações da rede conforme informações sobre contratos autônomos são mantidas separadamente das informações de transações.

O blockchain também fornecerá suporte para duas linguagens de script, Simon e Plutus, bem como sidechains (blockchains paralelos).

Três empresas principais contribuem para o desenvolvimento da Cardano, incluindo a Cardano Foundation, que deseja padronizar, proteger e promover ADA; Emurgo, que deseja desenvolver, apoiar e incubar empreendimentos comerciais; e a Input-Output Hong Kong (IOHK), fundada por 2015 por Charles Hoskinson e Jeremy Wood.

IOHK é responsável pela equipe principal de desenvolvimento por trás da atualização Shelley.

A empresa é uma empresa de engenharia técnica que também trabalha com instituições acadêmicas, entidades governamentais e corporações para desenvolver soluções blockchain. Foca em pesquisa e desenvolvimento em criptografia e sistemas distribuídos.

Em agosto de 2019, IOHK criou uma solução blockchain para a Universidade de Tbilisi na Geórgia para comprovar qualificações acadêmicas.

A empresa também criou a solução blockchain Atala em colaboração com o governo da Etiópia para fornecer serviços financeiros a cidadãos em países africanos. IOHK também trabalha no desenvolvimento da Ethereum Classic (ETC).

Cardano planejou fases, de 2017 a 2020, com famosas figuras históricas para “ilustrar” seu progresso (Imagem: Cardano)

O roteiro de desenvolvimento (roadmap) do ADA possui cinco fases: Byron, Shelley, Goguen, Basho e Voltaire. A fase Shelley foi criada para englobar “as etapas iniciais essenciais na jornada da Cardano em otimizar a descentralização”.

A saga do blockchain Cardano:
desenvolvimento da rede Shelley

A atualização fará com que Cardano migre de uma rede federada para uma mais descentralizada, com nós distribuídos entre membros da comunidade. Pré-Shelley, todos os nós eram controlados pela IOHK, Emurgo e Cardano Foundation de forma centralizada.

Uma rede de testes incentivada (ITN) da Shelley foi lançada em dezembro de 2019 para testar o novo protocolo PoS descentralizado da Cardano. A ITN permitiu que usuários delegassem ADA para diversos pools de staking usando as carteiras Daedalus ou Yoroi.

Um pool de staking é um nó da rede com um endereço público para os quais detentores de ADA podem delegar seu staking de tokens.

Detentores de ADA podem delegar seu staking de tokens para um desses pools se quiserem participar do protocolo e receber recompensas, mas que não desejam operar um nó da rede.

Pools de staking são executados por um operador confiável que é uma pessoa ou empresa com conhecimento e recursos para executar o nó consistentemente. Quanto mais staking for delegado ao pool na rede Shelley, maior a chance de ser selecionado por seu algoritmo PoS.

Uma publicação recente sugere que quase 300 pools de staking da comunidade já estão participando da versão mais recente da rede de testes Shelley que será aplicada à rede principal como parte da bifurcação.

Inúmeras atualizações de nós foram lançadas para Shelley, incluindo versões prontas para a bifurcação do Cardano GraphQL, Cardano REST e Cardano DB-Sync. Uma nova versão da carteira Daedalus, v1.6.0 STN5, também foi lançada em preparação para a bifurcação drástica.

Em uma atualização recente à comunidade, Hoskinson indica que, no futuro, ele será responsável pelo desenvolvimento e lançamento da estratégia para o roteiro de desenvolvimento da fase Goguen.

Goguen acrescentará recursos para que desenvolvedores da Cardano criem dapps na plataforma usando contratos autônomos.

Hoskinson diz que um dos primeiros desenvolvimentos a serem feitos para Goguen será resolver, por meio de plataformas, o processo de bloqueio de tokens e a simplificação das regras para ativos nativos que serão emitidos no blockchain Cardano.

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 29/07/2020 - 9:37