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Ibovespa: Bilionário americano vende Argentina para comprar Brasil — e lucra milhões

18 fev 2026, 19:16 - atualizado em 18 fev 2026, 19:16
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Relatório 13-F do fundo Duquesne que entregue à SEC, a CVM dos Estados Unidos, revelou que o investidor reduziu drasticamente sua exposição à Argentina (Imagem: iStock/mattjeacock)

Que o Brasil virou porto seguro de muitos gringos, o investidor já sabe. Em janeiro, o Ibovespa renovou recordes ao receber avalanche de aportes.

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Dados da B3 sobre a movimentação dos investidores estrangeiros mostram uma entrada líquida de quase R$ 4,2 bilhões em fevereiro até o dia 9, após um saldo positivo de R$ 26,3 bilhões em janeiro, o que representa o total dos aportes em 2025.

O gatilho por trás do fluxo estrangeiro foi a rotação global, iniciada na última quinzena de janeiro – com a saída de dólares dos mercados norte-americanos com a escalada de tensões geopolíticas, protagonizadas pelo presidente Donald Trump, na Venezuela, Groenlândia e Irã.  

“Diante de crescentes incertezas geopolíticas envolvendo algumas das principais potências mundiais, os investidores seguem reduzindo a exposição em ativos norte-americanos, em busca de maior diversificação geográfica”, destacaram os estrategistas do Itaú BBA, Victor Natal e Mathias Venosa.  

E para chancelar ainda mais esse mar de otimismo, o país ganhou o apoio (ou o dinheiro) de Stanley Druckenmiller, investidor bilionário americano, ex-gestor de fundos de hedge e um dos gurus de Wall Street, que trocou a Argentina pelo Brasil.

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Relatório 13-F do fundo Duquesne que entregue à SEC, a CVM dos Estados Unidos, revelou que o investidor reduziu drasticamente sua exposição à Argentina, vendendo quase toda a sua participação na YPF (YPF) e no Global-X MSCI Argentina ETF (ARGT), o equivalente a US$ 788 milhões.

No lugar, o bilionário montou uma posição robusta no iShares MSCI Brazil ETF (EWZ) tanto em ações diretas quanto em opções de compra (call options) — de acordo com registros, Druckenmiller adicionou 3,5 milhões de ações no EWZ, no valor de US$ 9,1 bilhões, no quatro trimestre de 2025.

Como não se sabe a data na qual Druckenmiller comprou o ETF, não é possível cravar o rendimento total que o fundo do bilionário obteve. Mas, considerando apenas o valor de exposição, o rendimento seria de US$ 50 milhões.

Por outro lado, Druckenmiller, zerou seu investimento no Nubank, que era de 1,45 milhões de ações no trimestre encerrado em setembro.

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Além de Brasil

Não foi só de Brasil que viveu o portfólio do Duquesne no final do ano passado. O bilionário também calibrou sua carteira nos EUA com duas tacadas certeiras que estão batendo o S&P 500:

  1. Invesco S&P 500 Equal Weight ETF (RSP): aproveitando a rotação dos investidores para fora do setor de tecnologia;
  2. Financial Select Sector SPDR ETF (XLF): apostando no setor financeiro norte-americano.

Outros investimentos da Duquesne incluem Alcoa, com uma posição de US$ 73 milhões em dezembro; Delta, com US$ 45 milhões; United Airlines, com US$ 39 milhões e American Airlines, com US$ 10 milhões.

Stanley Druckenmiller fundou a Duquesne Capital Management em 1981, e também foi gestor do Quantum Fund, de George Soros, entre 1988 e 2000.

Ele ficou conhecido nos anos 90 pela famosa aposta contra a libra, no que ficou conhecido no mercado como Quarta-Feira Negra e rendeu mais de US$ 1 bilhão de lucro em um dia.

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Com Seu Dinheiro, Bloomberg, Brazil Journal e Valor

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