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Binance e CZ são alvo de nova ação judicial que investiga transações com criptomoedas ligadas ao grupo palestino Hamas

25 nov 2025, 10:05 - atualizado em 25 nov 2025, 16:31
Binance reservas BUSD Bitcoin CZ
(Imagem: Binance/Blog)

Binance e seu cofundador e ex-CEO, Changpeng Zhao, conhecido como CZ, foram alvo de uma nova ação judicial na última segunda-feira (24), sob alegações de que a corretora de criptomoedas (exchange) criou, ao longo dos últimos seis anos, um sistema que permitiu transações de ativos digitais ligadas ao grupo palestino Hamas. 

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As informações são do portal Decrypt.  

A denúncia foi apresentada em um tribunal federal da Dakota do Norte e marca mais uma ação civil contra a Binance, acusando a exchange de facilitar transações de grupos designados pelos Estados Unidos como organizações terroristas.  

Movida por mais de 300 famílias de americanos mortos ou feridos em ataques atribuídos ao Hamas, a ação afirma que a estrutura corporativa e as práticas de conformidade da Binance permitiram que usuários ligados a grupos terroristas movimentassem fundos por meio da corretora. 

A denúncia também afirma que a Binance careceu de controles adequados de 2017 até pelo menos 2023, apontando para verificações fracas de clientes (KYC ou know your costomer), omnibus wallets (isto é, carteiras coletivas de clientes) que misturavam ativos e práticas internas de comunicação que limitavam a supervisão. 

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“A Binance não apenas forneceu conscientemente serviços financeiros ao Hamas; ela ativamente tentou proteger seus clientes do Hamas e seus fundos do escrutínio de reguladores ou autoridades policiais dos EUA — uma prática que continua até hoje”, diz uma cópia da ação fornecida ao Decrypt pelos advogados dos autores. 

Binance e CZ já estiveram de frente com a Justiça 

Vale lembrar que, em 2023, CZ e a Binance enfrentaram uma série de acusações regulatórias nos EUA, incluindo lavagem de dinheiro, investigadas pelo Departamento de Justiça  (DoJ) norte-americano. 

Em novembro daquele ano, o então CEO da Binance se declarou culpado por violação da Lei de Sigilo Bancário (Bank Secrecy Act), relacionada à prevenção inadequada de lavagem de dinheiro. Como parte do acordo, a Binance pagou uma multa de US$ 4,3 bilhões, e CZ renunciou ao cargo de CEO. 

Em abril de 2024, CZ foi condenado a uma pena de quatro meses de prisão federal, que cumpriu até setembro do mesmo ano, mas recebeu o perdão presidencial de Donald Trump em outubro deste ano 

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Em nota enviada ao Crypto Times, a Binance afirma que:

“A Binance tomou conhecimento de uma ação judicial protocolada em um tribunal federal dos Estados Unidos. Não podemos comentar sobre litígios em andamento.
Como uma exchange global de criptomoedas, cumprimos integralmente as leis de sanções internacionalmente reconhecidas. Ao longo dos últimos anos, a Binance conduziu uma ampla transformação em suas estruturas de compliance, combate à lavagem de dinheiro (AML) e sanções. Dados independentes das principais empresas de análise do setor mostram que, em 2025, nossa exposição direta a fluxos ilícitos é inferior a 0,02% do volume da plataforma, o que é significativamente abaixo da média da indústria. Investimos centenas de milhões de dólares, ampliamos nossa força de trabalho global dedicada a compliance para mais de 1.280 especialistas (22% de todo o nosso time) e construímos parcerias de compartilhamento de inteligência em tempo real com autoridades ao redor do mundo.
Permanecemos firmes em nosso compromisso de trabalhar com reguladores, autoridades e nossos usuários para proteger a integridade do ecossistema global de ativos digitais”.

*Reportagem atualizada às 16h31 deste mesmo dia para incluir o posicionamento da Binance. 

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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