BitGo (BTGO) levanta US$ 212,8 milhões e é avaliada em US$ 2,08 bilhões com venda de ações acima do preço esperado
A empresa de custódia e segurança digital do ramo de criptomoedas, a BitGo Holdings (BTGO) precificou sua oferta de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos acima da faixa indicativa, de acordo com a Reuters, na última quarta-feira (21).
Com isso, a BitGo levantou US$ 212,8 milhões com a oferta, abrindo caminho para a primeira estreia no mercado de ações de uma empresa ligada a ativos digitais em 2026.
Com sede em Palo Alto, na Califórnia, a empresa vendeu 11,8 milhões de ações a US$ 18 cada, acima da faixa inicialmente divulgada, que variava entre US$ 15 a US$ 17 por ação. Dessa forma, o IPO avalia a BitGo em US$ 2,08 bilhões.
O IPO ocorre em um momento delicado para a indústria de criptomoedas nos Estados Unidos. Isso porque os Senadores norte-americanos avançam com um aguardado projeto de lei sobre a estrutura do mercado, o chamado Clarity Act, que regula o segmento de ativos digitais no país.
Ao mesmo tempo, grandes players, como a Coinbase, alertam que a proposta pode sufocar partes centrais do negócio.
BitGo lança ações em meio a um momento delicado
O setor foi abalado por uma forte liquidação das criptomoedas em outubro do ano passado, elevando o nível de exigência dos investidores para apoiar projetos do setor, além de complicar os esforços de empresas que buscam acessar os mercados de capitais.
A gestora de ativos focada em cripto Grayscale e, segundo relatos, a corretora de criptomoedas Kraken estão entre as empresas que pretendem testar o apetite dos investidores com seus respectivos IPOs ainda este ano — depois que a BitGo oferecer ao mercado um termômetro com sua estreia na quinta-feira.
Para efeitos de comparação, Circle (CRCL) e Figure (FIGR) estrearam no mercado no início de 2025, em um ambiente notavelmente otimista para empresas de ativos digitais, o que lhes garantiu um forte impulso já no primeiro dia de negociação.
O setor de ativos digitais foi impulsionado pela postura pró-cripto do presidente Donald Trump e pelo apoio de sua administração a marcos regulatórios como o Genius Act, voltado para stablecoins, o que levou o bitcoin (BTC) a atingir recordes históricos no primeiro semestre de 2025.
Fundada em 2013, a BitGo é uma das maiores empresas de custódia de criptomoedas dos Estados Unidos. Ela armazena e protege ativos digitais para clientes, uma função que ganhou importância à medida que o interesse institucional por criptomoedas cresce.
Goldman Sachs e Citigroup são os principais coordenadores da oferta.