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BlackRock reduz participação na B3 (B3SA3)

15 jul 2026, 9:20
b3
(Imagem: iStock/Alfribeiro)

A B3 (B3SA3) informou ao mercado nesta quarta-feira (15) o recebimento de correspondência da BlackRock sobre a venda de ações da empresa pela gestora, resultando em uma redução da participação.

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Em 10 de julho de 2026, as participações da BlackRock na Bolsa brasileira, de forma agregada, passaram a ser de 500.308.957 ações ordinárias e 1.379.748 American Depositary Receipts (ADRs), representativos de 4.139.244 ações e totalizando 504.448.201 ações ordinárias, representando aproximadamente 9,996% do total de ações ordinárias emitidas pela companhia.

Além disso, a gestora detém 26.350.063 instrumentos financeiros derivativos com liquidação exclusivamente financeira referenciados em ações ordinárias, representando aproximadamente 0,522% do total de ações ordinárias emitidas pela B3.

A gestora esclarece que o objetivo da participação é estritamente de investimento, sem intenção de alterar o controle acionário ou a estrutura administrativa da companhia.

“Não foram celebrados, pela BlackRock, quaisquer contratos ou acordos que regulem o exercício de direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários emitidos pela companhia”, diz o documento.

B3 na mira do Cade

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No fim de junho, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) emitiu um parecer recomendando a condenação da B3 por práticas anticoncorrenciais. A B3 revelou que, se a recomendação for aceita pelo Tribunal do Cade, a multa pode chegar a R$ 100 milhões, além de medidas restritivas.

O procedimento, que corre no Cade desde 2022, foi iniciado por iniciativa da CSD BR (Central de Serviços de Registro e Depósito aos Mercados Financeiro e de Capitais S.A.), que reclamou da bolsa brasileira por supostas condutas para dificultar a entrada e a expansão de agentes concorrentes em mercados nos quais a B3 exerce posição de destaque.

De acordo com o comunicado, o Cade investigou as práticas da B3 no mercado de registro e depósito de ativos financeiros e valores mobiliários, além do mercado de registro de seguros e operações supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados (“Susep”).

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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