BlackRock supera projeções e encerra 2º trimestre com recorde de ativos sob gestão
A BlackRock registrou lucro líquido de US$ 1,914 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido por ação ajustado cresceu 15%, para US$ 13,91, superando a projeção de analistas da FactSet, de US$ 12,70.
A maior gestora de recursos do mundo informou que a receita total somou US$ 7,084 bilhões entre abril e junho, crescimento anual de 31%, acima da projeção de US$ 6,727 bilhões, impulsionada pela valorização dos mercados, pelo avanço orgânico das taxas de administração, maiores taxas de performance e expansão da receita de tecnologia e assinaturas.
Os ativos sob gestão encerraram o trimestre em nível recorde de US$ 15,345 trilhões, avanço de 22% em relação ao ano anterior.
No trimestre, a empresa registrou entradas líquidas de US$ 191,7 bilhões, elevando para US$ 321 bilhões o volume captado no primeiro semestre, também um recorde para o período. Os ETFs responderam por US$ 178 bilhões das captações do trimestre, enquanto as estratégias ativas receberam US$ 20 bilhões líquidos.
A receita de serviços de tecnologia e assinaturas cresceu 13% na comparação anual, refletindo a demanda contínua pela plataforma Aladdin e por soluções integradas.
A margem operacional ajustada atingiu 45,9%, ante 43,3% um ano antes, enquanto a companhia recomprou US$ 450 milhões em ações no trimestre e elevou para US$ 2 bilhões o plano de recompras previsto para 2026.
O presidente e CEO da BlackRock, Laurence Fink, afirmou que os fundamentos dos mercados permanecem sólidos e que o crescimento da companhia tem sido sustentado pelo fortalecimento dos relacionamentos com clientes, pela expansão dos investimentos em mercados privados e pela crescente adoção de soluções de tecnologia e inteligência artificial (IA).
Às 7h19 (de Brasília), no pré-mercado de Nova York, a BlackRock subia 2,91%.