Comprar ou vender?

Boa e barata: XP dá 3 motivos para comprar Nubank (ROXO34) agora; veja potencial

31 mar 2026, 12:04 - atualizado em 31 mar 2026, 12:04
Nubank
(Imagem: Reprodução/Nubank)

Depois de um 2025 de entregas, a ação do Nubank (NU;ROXO34) vem frustrando o investidor. No ano, o papel cai mais de 20%, após saltar mais de 60% no ano passado. Um combo de notícias pesou sobre o ‘roxinho’.

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O primeiro fator foi o mau humor do mercado com papéis ligados à tecnologia. Mas o problema também veio de dentro de casa. O Nubank já avisou que pretende acelerar os investimentos, o que aumentou ainda mais o ceticismo.

Seja como for, a tese de que há um exagero — e, portanto, uma oportunidade — ganhou mais um aliado: depois de JPMorgan, Itaú BBA e UBS BB, a XP. acredita que o papel caiu demais e é hora de comprar.

A corretora elevou a recomendação de neutra para compra, com preço-alvo de US$ 21, o que implica potencial de alta de 54% em relação ao último fechamento.

Para a equipe liderada por Matheus Guimarães, a correção de cerca de 20% não foi acompanhada por revisões negativas relevantes de resultados.

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‘Nesse contexto, a ação negocia a múltiplos historicamente baixos, ao mesmo tempo em que segue combinando crescimento, rentabilidade e múltiplos gatilhos’.

Para sustentar o otimismo, a XP lista não um, mas três motivos.

Mais crédito no Nubank

De acordo com os analistas, 2026 deve ser o ano de aceleração do crédito no Nubank. A equipe avalia que um mercado de trabalho mais apertado e a reforma do imposto de renda devem sustentar o aumento da renda disponível.

A dúvida é se isso pode pressionar a inadimplência. Porém, o uso de inteligência artificial surge como aliado para proteger as carteiras contra calotes.

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Além disso, o banco também pode surfar o crédito consignado, tanto do INSS quanto do setor privado, com retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) que pode chegar a 30%.

‘Em conjunto, esses fatores criam um ambiente macro e micro favorável, que deve impulsionar o crescimento da carteira, manter as perdas de crédito sob controle e sustentar o momentum de resultados em 2026’.

Pequenas e médias empresas, grandes retornos?

Ainda segundo os analistas, o segmento de pequenas e médias empresas representa uma oportunidade de acessar um mercado de R$ 730 bilhões — boa parte ainda pouco explorada pelos bancões.

‘Em nossa visão, a companhia pode escalar o crédito por meio de canais de menor risco, como operações com garantia do FGI (Fundo Garantidor para Investimentos), ao mesmo tempo em que alavanca seu modelo de baixo custo, intensivo em dados, e suas vantagens de distribuição’.

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Para a XP, mesmo com pressão nos spreads (diferença entre taxas de captação e concessão), o segmento pode gerar retornos atrativos, ‘reforçando essa frente como relevante e rentável para o crescimento’.

Arriba, México

O México, segunda maior economia da América Latina — atrás apenas do Brasil —, é a nova fronteira de crescimento do Nubank.

Segundo os analistas, a operação no país ganha escala rapidamente — e, melhor, com boa qualidade de ativos.

Para a XP, embora os lucros ainda sejam sustentados pelo ganho de escala nas receitas, já há sinais de redução no custo de funding.

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‘Em nossa visão, o México se torna cada vez mais um candidato a contribuir de forma relevante para a rentabilidade consolidada e para a expansão incremental do ROE’.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intesivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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