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Boa Safra (SOJA3): XP Investimentos cita ‘menor confiança para ação’ e corta preço-alvo antes do balanço do 4T25

20 mar 2026, 10:31 - atualizado em 20 mar 2026, 10:31
Boa safra soja3
(Imagem: Divulgação)

A XP Investimentos revisou para baixo o preço-alvo de Boa Safra (SOJA3), de R$ 15,10 para R$ 11,80 por ação ao fim de 2026, em meio à atualização do modelo e à prévia dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25).

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Apesar do corte, a casa reiterou recomendação de compra, citando o potencial de 45,14% da companhia no longo prazo. A empresa divulga seus resultados na próxima terça-feira (24).

Segundo a XP, a tese estrutural segue positiva, com espaço para ganho de participação de mercado e expansão da área plantada no Brasil. No entanto, o banco destaca que, após dois anos de frustrações, a ação carece de catalisadores de curto prazo, enquanto a companhia ainda precisa reconquistar a confiança dos investidores em sua capacidade de execução.

O principal desafio segue sendo o excesso de oferta no mercado de sementes de soja. De acordo com estimativas da XP e checagens de canal, o setor enfrenta um excedente entre 30% e 40%, cenário que deve persistir até a safra 2026/27, pressionando preços e margens.



Diante desse ambiente, a Boa Safra passou a priorizar rentabilidade, reduzindo planos de expansão de capacidade — movimento já incorporado nas projeções da casa. Ainda assim, a XP avalia que a empresa segue bem posicionada para sustentar sua liderança no segmento no longo prazo.

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Para o 4T25, a expectativa é de um desempenho fraco. A XP projeta receita líquida de R$ 984 milhões, alta de 3% na comparação anual, impulsionada por vendas de pedidos anteriormente postergados. Por outro lado, a pressão de preços deve levar a uma maior comercialização de sementes convertidas em grãos, o que tende a comprometer a rentabilidade.

Com isso, a casa estima uma contração de 600 pontos-base na margem Ebitda ajustada, com o indicador somando R$ 67 milhões — queda de 49% na base anual, configurando, na avaliação da XP, “um trimestre para esquecer”.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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