Setor Aéreo

Boeing: frota de aviões na América Latina e Caribe irá quase dobrar em 20 anos

17 out 2022, 6:55 - atualizado em 17 out 2022, 6:57
Boeing
Segundo a Boeing, mais da metade das entregas de novas aeronaves serão destinadas ao crescimento da aviação comercial no continente (Imagem: Shutterstock/askarim)

A Boeing projeta que a frota de aviões na América Latina e Caribe irá quase dobrar nos próximos vinte anos.

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A demanda, de acordo com a companhia, é por 2.240 novas aeronaves, no contexto em que a região está superando a recuperação do tráfego aéreo global. “A geografia e a demografia da América Latina são fatores-chave para o crescimento da indústria”, afirmou a Boeing em comunicado divulgado à imprensa neste domingo, 16, durante o Airline Leaders Forum promovido pela Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), em Buenos Aires, Argentina.

A expectativa de crescimento da frota aérea comercial da região em mais de 85% nos próximos vinte anos tem como base a força das viagens domésticas e intrarregionais.

De acordo com a Boeing, que não divulgou previsões específicas para o Brasil, do total de 2.240 novas aeronaves que serão demandadas, mais de 90% são de aviões com corredor único. “Desse total (2.240), mais de 2 mil entregas de aeronaves de corredor único excederão o dobro da frota atual para atender rotas turísticas populares entre a América do Norte, México e Caribe, enquanto expandem as redes intrarregionais”, informou a Boeing.

Diretor Regional de Previsão de Mercado da companhia, David Franson pontuou que a América Latina assistiu a uma forte recuperação nas viagens aéreas, especialmente nos mercados domésticos. De acordo com dados da Alta, em agosto, a região da América Latina e Caribe recuperou 92,3% de passageiros transportados, frente aos níveis de 2019, ano anterior à pandemia do novo coronavírus.

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Segundo a Boeing, mais da metade das entregas de novas aeronaves serão destinadas ao crescimento da aviação comercial no continente.

O restante é direcionado para substituir aeronaves mais antigas por modelos classificados como mais econômicos, como o 737 MAX, o 787 Dreamliner e o 777X.

“A renovação da frota é um componente chave da estratégia da Boeing para descarbonizar o espaço aéreo. Novos aviões fornecem melhorias significativas de eficiência: cada geração reduz o uso de combustível e as emissões entre 15% e 25%”, afirmou a empresa.

Outras projeções também foram destacadas pela companhia. Uma delas prevê que, pelos próximos vinte anos, o tráfego de passageiros na região deverá crescer 4,4% ao ano. Já a demanda por serviços comerciais de pós-venda, como manutenção e reparo de aeronaves, está avaliada em US$ 165 bilhões. A Boeing ainda projeta que a frota de aeronaves de carga da América Latina deverá crescer quase 50%, para atingir 160 aeronaves.

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*A repórter viajou a convite da Alta

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