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BofA eleva recomendação de Brasil para compra citando queda dos juros

12 jan 2026, 12:24 - atualizado em 12 jan 2026, 13:46
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(Imagem: Freepik/ Montagem: Julia Shikota)

O Bank of America (BofA) aumentou sua recomendação para o Brasil para overweight (equivalente à recomendação de compra) em relatório divulgado nesta segunda-feira (12). Anteriormente, a recomendação era underweight (equivalente à venda).

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“Começamos 2026 com uma visão construtiva para a América Latina. O Brasil está posicionado para um ciclo profundo de cortes de juros, potencialmente iniciando já no primeiro trimestre de 2026”, diz o time, liderado por David Beker.

Segundo o banco americano, o país oferece uma combinação atrativa entre valuation descontado, forte correlação positiva com cortes de juros e potencial de re-rating à medida que o ciclo monetário avança.

“O Brasil possui várias empresas capazes de gerar caixa mesmo em ambientes macro mais fracos, com retornos elevados sobre o capital e boa visibilidade de lucros”, comenta a equipe.

O BofA também realizou mudanças em seu portfólio, adicionando as ações da Raia Drogasil (RADL3) e da Ânima (ANIM3). Do outro lado, o banco retirou papel da Yduqs (YDUQ3).

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Confira o portfólio completo do BofA para o Brasil:

Empresa Setor Peso BofA Peso Brasil Mkt Cap (US$ mi) P/L 2025 P/L 2026
Ecorodovias Infraestrutura 3,5% 0,3% 317 8,5 5,0
Rede D’Or Saúde 3,5% 0,3% 7.846 32,0 24,5
Assaí Varejo 4,5% 0,4% 7.188 12,0 9,1
JBS Alimentos 4,5% 0,8% 15.333 6,9 6,8
Petrobras PN Energia 9,5% 0,6% 75.738 3,5 6,1
Bradesco Financeiro 5,5% 0,3% 34.048 8,0 6,6
Itaú Unibanco Financeiro 10,5% 0,4% 80.309 9,5 8,8
BTG Pactual Financeiro 5,5% 0,3% 9.866 12,4 10,9
BB Seguridade Financeiro 6,0% 0,3% 14.450 15,3 14,2
Rede D’Or Saúde 4,5% 0,3% 19.173 18,8 15,8

Os analistas defendem que gostam, principalmente, nomes domésticos ligados ao nível das taxas de juros e bancos. Entre os setores favoritos, com recomendação overweight, estão os de saúde (com Hypera e Rede D’Or) e grandes varejistas (JBS, Assaí e Raia Drogasil).

Fora do Brasil, o BofA segue overweight para a Argentina, citando o avanço do agenda reformista após a vitória do partido do presidente Javier Milei nas eleições legislativas.

No México (marketweight), juros mais baixos e um provável desfecho positivo do USMCA podem dar suporte às ações. O banco mantém exposição ao Peru por meio do IFS, apoiada por uma visão macroeconômica construtiva, e segue sem exposição à Colômbia.

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O BofA, apesar do otimismo, também cita que os riscos eleitorais persistem, com Brasil, Colômbia e Peru caminhando para as urnas neste ano.

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Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja.
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