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Boi gordo em queda: cota chinesa no limite, apesar dos menores estoques globais de carne em 20 anos

25 jun 2026, 11:57 - atualizado em 25 jun 2026, 11:59
boi carne bovina (2)
(iStock.com/Leonidas Santana)

Os preços da arroba do boi gordo estão em queda na parcial de junho, mesmo com estoques globais de carne bovina nos menores níveis desde 2006 e com os valores externos próximos das máximas históricas.

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De acordo com o Cepea, de modo geral, as baixas estão relacionadas ao ritmo das exportações para a China.

O indicador Cepea/Esalq do boi gordo recuou 2,63% na parcial de junho até a última quarta-feira (24), em R$ 340,50.

Segundo dados do governo chinês, o Brasil já cumpriu cerca de 65% da cota de vendas da carne bovina ao país asiático até maio.

Assim, tudo indica que o Brasil deve cumprir a totalidade da cota até julho – vale lembrar que o produto nacional pode levar até 60 dias para chegar à China. Desse modo, frigoríficos que exportam para a China estão diminuindo o ritmo de compras de animais para abate.

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Além disso, o controle dos estoques internos chineses e uma postura mais cautelosa dos importadores reduziram a agressividade das compras no mercado internacional, conforme apontamento do Centro de Pesquisas.

Cotas pressionam preços do boi, mas final do ano promete virada

No mercado brasileiro do boi, um movimento de pressão de baixa começa a surgir justamente pelo esgotamento precoce das cotas para China.

"As indústrias estão se adequando a um grande mercado importador que deve se ausentar de maneira temporária e parcial. Vamos ver um aumento da capacidade ociosa".

Apesar disso, para o último trimestre, Iglesias acredita que veremos uma alta bastante consistente dos preços da arroba, com expectativa para uma retomada da demanda chinesa, baixa disponibilidade de gado para abate em consequência do El Niño e do menor incentivo ao confinamentos por preços futuros não tão atraentes.

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"Podemos ver uma arroba de R$ 400 no último trimestre. O terceiro trimestre será um período de baixa pelo esgotamento das cotas".

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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