Internacional

Bolsas globais disputam IPO da maior petrolífera mundial

22 ago 2019, 17:38 - atualizado em 22 ago 2019, 18:00
Petróleo
A Arábia Saudita espera levantar até US$ 100 bilhões com a listagem (Imagem: REUTERS/Brendan McDermid)

As maiores bolsas de valores do planeta reiniciaram o cortejo à Saudi Aramco, na batalha para sediar a maior oferta pública inicial do mundo, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Representantes do alto escalão das bolsas de Londres, Hong Kong e Nova York estão abordando a petrolífera ativamente nas últimas semanas, de acordo com as fontes, que pediram anonimato porque a informação é privada. O presidente da London Stock Exchange Group, David Schwimmer, foi um dos que visitaram a Arábia Saudita no último mês para conquistar autoridades da Aramco, disseram.

A Arábia Saudita espera levantar até US$ 100 bilhões com a listagem. Conseguir um espaço na operação seria uma vitória para bolsas de valores que enfrentam volumes baixos e maior volatilidade nos mercados financeiros. Como parte da IPO (initial public offering), a Aramco planeja listar na bolsa do reino, mas ainda não tomou a decisão sobre outros locais, de acordo com essas pessoas.

A Bloomberg News noticiou em julho que a Arábia Saudita estava retomando os preparativos para IPO da Aramco, que é a empresa mais lucrativa do mundo. A companhia já selecionou Lazard e Moelis como assessores da listagem, segundo informação de pessoas com conhecimento do assunto.

Delegação visita Jidá

Oficialmente chamada Saudi Arabian Oil, a Aramco não retornou imediatamente o pedido de comentário da reportagem. Representantes das bolsas de Londres, Hong Kong e Nova York se recusaram a comentar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Schwimmer, da bolsa londrina, visitou a Arábia Saudita várias vezes este ano, inclusive como palestrante de uma cúpula financeira em Riad em abril e, na época, disse que estava trabalhando em estreita colaboração com a bolsa local para ajudar empresas menores a captar recursos externos.

Ele também participou de uma delegação liderada por Philip Hammond, então ministro das Finanças, que foi a Jidá no início de julho para a primeira reunião do Pilar Econômico e Social do Comitê de Parceria Estratégica entre Reino Unido e Arábia Saudita.

A primeira tentativa de listagem da Aramco atraiu inúmeras abordagens das principais bolsas globais, de Nova York a Tóquio. Bolsas menores, como as de Cingapura e Toronto, entraram na disputa. Suas esperanças foram arrasadas quando a Aramco suspendeu os planos de abertura de capital após dois anos de preparativos e, em vez disso, decidiu comprar uma participação na química Saudi Basic Industries por US$ 69 bilhões.

Regras mais flexíveis 

Na vez passada, as bolsas globais ofereceram à Aramco diversos incentivos. Uma das propostas era uma listagem dupla na Arábia Saudita e em Hong Kong em troca de investimentos de fundos chineses, segundo relatos de pessoas a par do assunto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As chances de Londres aumentaram quando o órgão regulador do mercado local flexibilizou as regras de listagem no ano passado para atrair companhias estatais.

A atratividade de Nova York é reforçada pelo relacionamento que o príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, cultivou com o presidente americano, Donald Trump. Ainda assim, a Aramco avalia os riscos jurídicos nos EUA, por exemplo, se acionistas moverem processos ambientais, revelaram as fontes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar