Bitcoin (BTC) cai antes do ‘Teste de Warsh’ no Banco Central; veja preços das criptomoedas nesta quarta-feira (17)
O Bitcoin (BTC) é negociado na casa dos US$ 64,8 mil na manhã desta quarta-feira (17), com uma queda de cerca de 2% nas últimas 24h.
O mercado global de criptomoedas opera no vermelho na manhã de hoje, com alguns tokens recuando mais de 4% nas primeiras horas do dia.
No mercado tradicional, as bolsas asiáticas fecharam mistas. O mercado europeu opera sem direção definida, enquanto os futuros de Nova York avançam nesta manhã.
Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:
| # | Criptomoeda (Ticker) | Preço | 24h | 7d | YTD |
| 1 | Bitcoin (BTC) | US$ 64.536,58 | -3,02% | 5,89% | -26,25% |
| 2 | Ethereum (ETH) | US$ 1.758,81 | -2,14% | 8,99% | -40,72% |
| 3 | Tether (USDT) | US$ 0,9990 | -0,03% | -0,02% | 0,06% |
| 4 | BNB (BNB) | US$ 601,30 | -2,06% | 3,02% | -30,34% |
| 5 | XRP (XRP) | US$ 1,19 | -3,78% | 7,59% | -35,19% |
| 6 | USDC (USDC) | US$ 0,9997 | -0,01% | -0,01% | 0,01% |
| 7 | Solana (SOL) | US$ 71,92 | -3,81% | 13,30% | -42,22% |
| 8 | TRON (TRX) | US$ 0,3195 | 0,61% | -0,88% | 12,42% |
| 9 | Hyperliquid (HYPE) | US$ 71,65 | -5,53% | 26,84% | 181,76% |
| 10 | Dogecoin (DOGE) | US$ 0,08585 | -2,76% | 2,83% | -26,80% |
Bitcoin (BTC) e o ‘Teste de Warsh’
Na tarde de hoje acontece a primeira reunião do Fomc, o equivalente ao Copom do Banco Central norte-americano (Federal Reserve, ou Fed) sob a batuta de Kevin Warsh, recém-empossado no comando da instituição.
De acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group, o colegiado deve manter os juros inalterados nesta reunião, na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, um patamar considerado elevado para uma economia daquele porte.
E, se os investidores passaram os últimos dois anos debatendo quando os cortes de juros começariam, a questão agora é por quanto tempo as taxas permanecerão elevadas — e de o risco de novos apertos monetários voltar ao radar.
A elevação dos custos de energia após o fechamento do Estreito de Ormuz vem pressionando os Bancos Centrais pelo globo a subirem os juros das principais economias mundiais. Naturalmente, se o maior BC do planeta decidir pelo mesmo, a era do “dinheiro barato” — que já não estava lá tão acessível — pode cair por terra de vez.
Nesse cenário, ativos de maior risco, como é o caso das criptomoedas, tendem a ter um desempenho aquém do que gostariam os investidores. Cabe, agora, analisar o comunicado após a decisão para avaliar o futuro das taxas nos EUA.