Exagero? A avaliação do Bradesco BBI sobre a queda de 40% das construtoras
O Bradesco BBI afirma que a queda em torno de 40% das ações de construtoras desde as máximas recentes parece exagerada, sobretudo no segmento de baixa renda.
Os papéis operam próximos das mínimas em 52 semanas e agora negociam a cerca de 4 vezes Preço/Lucro (P/L), em média, o menor nível dos últimos 12 meses segundo o banco.
A tese de “reação excessiva” se apoia na combinação de valuation descontado, tickets médios mais altos e fundamentos ainda relativamente positivos no setor, apesar da desaceleração em lançamentos no segmento de baixa renda.
Investidores esperavam números mais fortes de vendas no segundo trimestre de 2026 (2T26), porém, segundo o BBI, a alta do ticket médio — avanço médio de 6% na comparação anual e de 3% frente ao trimestre anterior — deve compensar parte da frustração em unidades vendidas.
Em segundo plano, um posicionamento mais carregado antes da divulgação dos dados operacionais teria ampliado a pressão vendedora, enquanto ruídos eleitorais e um ambiente geopolítico mais desafiador contribuíram para o tom negativo, de acordo com o banco.
Maiores apostas
Entre as construtoras de baixa renda, CURY3 segue como principal escolha do Bradesco BBI, cotadas a 6,1 vezes o P/L esperado para 2027, acompanhada por TEND3, a 4,4 vezes, e DIRR3, a 5,2 vezes.
Já em média e alta renda, o banco considera o ambiente mais desafiador e mais seletivo, mas segue construtivo em CYRE3 e MDNE3, citando melhor visibilidade e execução.
As ações também operam a múltiplos considerados atrativos — 3,9 vezes o P/L de 2027 para CYRE3 e 4,0 vezes para MDNE3.
*Sob supervisão de Kaype Abreu