Bolsa de Valores

Brasil tem maior saída de capital estrangeiro desde julho de 2025, diz BofA

12 jun 2026, 15:57 - atualizado em 12 jun 2026, 15:57
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(Reuters/Amanda Perobelli)

Os investidores estrangeiros retiraram R$ 12 bilhões da bolsa brasileira em maio, a maior saída líquida em um mês desde julho de 2025, nas contas do Bank of America (BofA).

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Segundo o relatório divulgado nesta sexta-feira (12), os gringos foram compradores líquidos apenas do setor de Energia no mercado à vista, enquanto Consumo Discricionário foi o setor mais vendido.

Os estrategistas do BofA destacam que a saída de capital deu-se a pelo menos três fatores: reprecificação para cima dos juros nos Estados Unidos, valorização do dólar e deterioração do sentimento de risco dos investidores em relação aos ativos de países emergentes.

O movimento, porém, não foi restrito ao Brasil. De acordo com o banco, os fluxos globais para mercados emergentes excluindo a China também ficaram no vermelho pela primeira vez desde agosto de 2025.

Os fundos de emergentes sem China registraram a saída de US$ 6 bilhões em maio, após a entrada de R$ 8 bilhões em abril, interrompendo uma sequência de oito meses consecutivos de entradas.

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O BofA ainda chamou a atenção para a migração de capital para a Ásia. Os investidores reduziram exposição a América Latina e a Índia e aumentaram a alocação em Coreia do Sul e Taiwan – o que, na avaliação dos estrategistas, sinaliza menor interesse pelos mercados emergentes de forma mais ampla, enquanto a narrativa de inteligência artificial e tecnologia segue resiliente.

Ainda assim, os fluxos para mercados emergentes ex-China permanecem positivos em US$ 85 bilhões no acumulado do ano, após a entrada de US$ 48 bilhões em 2025.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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