Resumo: O Ibovespa (IBOV) fechou o pregão desta quarta-feira (29) com queda de 1,52%, aos 173.885,34 pontos. O dólar à vista terminou o dia cotado a R$ 5,1084 (-0,27%).
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Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela 5ª vez consecutiva, como o esperado, em uma decisão não-unânime: três diretores votaram pela alta nos juros. Essa foi a maior dissidência desde 2016.
Por aqui, dados do mercado de trabalho e balanços corporativos ficaram no radar.
Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados em tempo real:
Ao vivo
20h02
BRB: Medidas relacionadas à capitalização seguem em andamento e observam critérios técnicos
O Banco de Brasília (BRB) afirma, por meio de nota, que as medidas relacionadas ao fortalecimento da sua estrutura de capital continuam em andamento e observam critérios técnicos, regulatórios e de governança. A instituição reforçou que permanece sólida e operando normalmente.
Mais cedo, a Broadcast mostrou que o mercado tem dúvidas de que o empréstimo de R$ 6,60 bilhões que o governo do Distrito Federal pretende captar vá sanar os problemas do banco. Segundo uma fonte, esse montante poderia acabar como uma “gota em uma chapa quente”, diante da insuficiência de capital.
Motiva (MOTV3) lucra 67% mais no 2T26 com novas concessões
A Motiva (MOTV3), antiga CCR, reportou um segundo trimestre de 2026 marcado pela contribuição das novas concessões rodoviárias, com crescimento de dois dígitos na receita, no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e no lucro líquido ajustado.
Entre abril e junho, a companhia registrou receita líquida ajustada de R$ 3,63 bilhões, alta de 20,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O EBITDA ajustado somou R$ 2,37 bilhões, avanço de 30,1%, enquanto o lucro líquido ajustado alcançou R$ 663 milhões, crescimento de 67%. A margem EBITDA ajustada passou de 60,6% para 65,3%.
Meta tem lucro líquido de US$ 15,85 bilhões para o segundo trimestre de 2026
A Meta apresentou nesta quarta-feira, 29, um lucro líquido de US$ 15,85 bilhões para o segundo trimestre de 2026, uma queda de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro por ação diluída ficou em US$ 6,18, uma queda de 13% em um ano e abaixo dos US$ 7,19 esperados pelos analistas da FactSet.
A receita ficou em US$ 60,8 bilhões, acima dos US$ 47,5 bilhões vistos no segundo trimestre de 2025 e também dos US$ 60,22 bilhões esperados pelos analistas.
Microsoft supera em receita com impulso da demanda em nuvem e IA; ação sobe 3% no after de NY
A Microsoft viu suas receitas crescerem 18% no quarto trimestre fiscal, encerrado em 30 de junho, em relação ao mesmo período do ano anterior, ao informar um crescimento robusto em computação em nuvem e aumento no número de assinantes pagos de ferramentas de inteligência artificial (IA).
No trimestre encerrado em junho, a companhia registrou uma receita de US$ 90 bilhões, ante estimativa de US$ 87,6 bilhões por analistas da FactSet. O lucro líquido avançou 31%, chegando a US$ 35,8 bilhões.
Já os rendimentos dos Treasuries de 2 anos, de curto prazo, recuaram levemente e o dólar perdeu força. A inclinação da curva refletiu as incertezas dos investidores se o Fed conseguirá manter a inflação sob o controle, em meio ao recuo nas apostas de alta nos juros norte-americanos na próxima decisão, em setembro.
CSN (CSNA3) lidera perdas do Ibovespa; confira 5 maiores quedas desta quarta-feira (29)
CSN (CSNA3): -7,80%, a R$ 5,20
Santander (SANB11): -7,37%, a R$ 25,63
Sabesp (SBSP3): -5,87%, a R$ 26,61
Azzas 2154 (AZZA3): -5,83%, a R$ 16,15
Direcional (DIRR3): -4,73%, a R$ 11,09
17h36
Prio (PRIO3) lidera ganhos do Ibovespa; confira 5 maiores altas desta quarta-feira (29)
Prio (PRIO3): +2,89%, a R$ 58,41
Petrobras (PETR3): +2,35%, a R$ 47,51
MBRF (MBRF3): +2,21%, a R$ 16,66
Petrobras (PETR4): +1,92%, a R$ 42,00
Minerva (BEEF3): +1,76%, a R$ 3,47
17h31
Ibovespa segue Wall Street e fecha em baixa em dia de Fed; dólar cai a R$ 5,10
O Ibovespa (IBOV) operou em baixa de quase 1% durante a maior parte do pregão, seguindo o exterior, e encerrou no negativo em dia de decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e falas do presidente do BC norte-americano, Kevin Warsh.
Nesta quarta-feira (29), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações em baixa de 1,52%, aos 173.885,34 pontos.
O Ibovespa fechou a quarta-feira (29) em baixa de -1,32%, aos 174.185,74 pontos, de acordo com dados preliminares da B3.
17h09
Dólar recua a R$ 5,10 após decisão do Fed
O dólarà vistaperdeu força ante o real após a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e das falas do presidente do BC norte-americano.
Nesta quarta-feira (29), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1084, em queda de 0,27%.
Wall Street tomba após decisão do Fed com maior dissidência em uma década; Dow Jones tem pior pregão desde abril de 2025
Os índices de Wall Street fecharam em forte queda após a decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) de manter os juros inalterados, com os investidores avaliando se o BC conseguirá manter a inflação sob controle.
Em destaque, o Dow Jones caiu 1,100 pontos, registrando a pior queda desde abril do ano passado.
Pedidos de recuperação judicial no agro do Brasil sobem 33% no 1º tri e podem bater recorde em 2026, aponta Neot
Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro somaram 517 no primeiro trimestre, aumento de 33% em relação ao mesmo período do ano passado, sinalizando que 2026 pode bater um novo recorde de solicitações, segundo análise divulgada nesta quarta-feira (29) pela Neot.
A companhia de tecnologia especializada em gestão de processos de insolvência e recuperação judicial citou o impacto de quebra de safras, queda de preços de commodities e crédito restrito em meio a juros mais altos.
>> Dólar à vista fecha a R$ 5,1084, em queda de 0,27%
16h46
Fed segura juros, fala sobre dissidência e Warsh avisa: “não temos varinha mágica”
A segunda decisão de política monetária do Federal Reserve sob o comando de Kevin Warsh veio acompanhada da maior divisão no Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) desde 2016. Embora o banco central tenha mantido a taxa de juros por 9 votos a 3, as três dissidências dominaram as atenções e abriram espaço para questionamentos.
Na coletiva de imprensa, no entanto, Warsh procurou transformar o que poderia ser visto como um sinal de divisão em uma demonstração de fortalecimento do processo decisório do Fed. “Eu pedi uma boa briga de família e foi exatamente isso que aconteceu”, afirmou. Segundo ele, a existência de votos divergentes faz parte do desenho institucional do banco central e melhora a qualidade das decisões.
O Ibovespa, principal índice da bolsa, opera em baixa de -0,97%, aos 174.879,83 pontos, nesta quarta-feira (29).
Entre as principais ações do índice, Vale (VALE3) registra baixa de -0,16%, cotada a R$ 75,61. Os papéis da Petrobras (PETR4) são negociados em alta de 1,97%, a R$ 42,01, e os do Itaú (ITUB4), em baixa de -1,73%, a R$ 42,15.
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16h21
>> Wall Street: S&P 500 e Nasdaq voltam a cair após fim da coletiva do Fed
16h20
Petróleo dispara 7% com temor de nova escalada das tensões no Oriente Médio
Após três dias consecutivos de queda, os preços do petróleodisparam nesta quarta-feira (29) com a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. O movimento renovou o temor de escalada nas tensões na região e aumentou as incertezas sobre as negociações de paz.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia com salto de 7,32%, a US$ 88,09 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, próximo da máxima intradia, a US$ 88,41.
>> Fim da coletiva de Kevin Warsh após decisão de juros do Fed
16h15
>> Sabesp (SBSP3) acelera perdas a 5% com adiamento da AGE da EMAE
16h14
Warsh/ Fed: “Reduzir o uso do forward guidance exige uma fase de transição, mas nos ajudará a tomar decisões melhores”
Warsh afirmou que a prioridade é tomar as melhores decisões de política monetária, e não evitar ou provocar surpresas.
O presidente reforçou que o Fed continuará reduzindo o uso do forward guidance e deixará de antecipar seus próximos passos aos investidores.
Segundo Warsh, ao dar menos orientações, o Fed consegue observar avaliações mais independentes dos mercados, em vez de ver os investidores apenas replicarem a comunicação do banco central.
Warsh afirmou que o Comitê não entrou na reunião limitado pelo que estava precificado pelos investidores, preservando liberdade para decidir conforme os dados.
O presidente disse que não está preocupado com isso e argumentou que o excesso de comunicação adotado desde a crise de 2008 faz menos sentido no cenário atual.
Warsh reconheceu que a redução do forward guidance exige uma transição, mas afirmou que acredita que a mudança ajudará o banco central a tomar decisões melhores.
No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
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