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Brasil é o novo ouro? Por que investidores estrangeiros estão comprando o país, segundo o BofA

21 abr 2026, 8:02 - atualizado em 17 abr 2026, 9:32
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(Imagem: Freepik/ Montagem: Julia Shikota)

Os investidores estrangeiros continuam otimistas em relação ao real e às ações brasileiras, segundo estrategistas do Bank of America (BofA).

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Após encontros com clientes em Nova York, David Beker e Natacha Perez afirmam, em relatório, que os rendimentos no mercado de juros locais são vistos como atrativos.

“A recente abertura das taxas de juros locais criou uma assimetria em caso de um resultado eleitoral positivo ou de um cenário de desescalada da guerra”, destacaram os estrategistas.

Além disso, os ativos brasileiros continuam apresentando desempenho superior, com destaque renda variável e câmbio – o que tem levado parte do mercado a questionar se o Brasil estaria se comportando como um ativo quase livre de risco.

Para o banco, grande parte desse movimento continua a impulsionada por fluxos estrangeiros, com a percepção de que ainda há espaço para a continuidade dessas entradas.

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De janeiro até março, os estrangeiros injetaram R$ 53,37 bilhões no mercado brasileiro, a melhor marca de capital externo desde 2022.

Contudo, uma possível reviravolta no câmbio, com o fortalecimento do dólar, é um dos principais riscos para a economia brasileira, na visão dos ‘gringos’.

A valorização da moeda norte-americana pode aumentar a pressão inflacionária, limitar o espaço para cortes de juros pelo Banco Central e afetar as perspectivas da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

Caminho díficil para o Banco Central

Os investidores estrangeiros compartilham da visão de que o aumento nas expectativas de inflação – como reflexo da guerra no Oriente Médio – deve dificultar a aceleração do ritmo de cortes nas taxas básicas de juros, a Selic.

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Diante disso, o BofA revisourecentemente o cenário e elevou a projeção para inflação de 5,0% para 5,5% em 2026, com riscos ainda inclinados para cima. O banco espera que o IPCA ultrapasse o teto da meta, de 4,5%, já a partir de abril.

A equipe econômica do BofA também prevê a taxa básica de juros a 13,25% em dezembro deste ano, considerando que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza os juros em 25 pontos-base por reunião.

Eleições no foco

Os estrategistas do BofA também destacaram que há uma menor divergência entre a visão de investidores locais e estrangeiros sobre as eleições presidenciais em outubro.

“Os investidores locais parecem estar gradualmente convergindo para a perspectiva dos estrangeiros de que o resultado das eleições não necessariamente provocará uma venda generalizada dos ativos brasileiros”, escreveram Beker e Perez, em relatório.

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Por outro lado, as possíveis medidas fiscais antes das eleições, especialmente se a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuar se deteriorando, seguem no radar.

Os ‘gringos’ também esperam uma possível “virada para a direita” na América Latina, movimento que já ocorreu em países como Argentina e Chile e que pode se repetir no Brasil, Colômbia e Peru.

Ventos favoráveis para a América Latina

Ainda segundo o BofA, o cenário global tem favorecido a exposição a ativos na América Latina.

Entre os principais fatores estão: o dólar mais fraco, as baixas alocações históricas na região, o papel dos países como exportadores de commodities e mudanças no cenário político.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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