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CSN (CSNA3) incia processo para venda de ativos de infraestrutura, diz jornal

14 jun 2026, 11:12 - atualizado em 14 jun 2026, 11:15
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(Imagem: CSN/Divulgação)

A CSN (CSNA3) iniciou o processo para a venda de um conjunto de ativos de infraestrutura, segundo informações do colunista Lauro Jardim, d’O Globo.

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No pacote estão terminais portuários no Rio de Janeiro, a participação na empresa de transporte ferroviário de carga MRS e a recém-comprada Tora, de logística.

Ainda de acordo com o jornal, o mandato de venda é do Citibank e Bradesco.

A notícia surgem em meio ao processo desinventimentos da companhia na CSN Cimentos. Segundo a agência de notícias Reuters, a siderúrgica recebeu ofertas não-vinculantes para a venda na divisão de cimento, no início de maio.

Quatro companhias, duas brasileiras (Votorantim e Polimix) e duas chinesas (Huaxin Cement e Sinoma International), avançaram para a próxima fase do processo e devem encaminhar uma proposta vinculante até o dia 7 de agosto. A venda pode levantar entre R$ 12 e R$ 13 bilhões — inicialmente, a unidade estava avaliada em R$ 10 bilhões. Esse preço é maior que o valor de mercado da CSN, de R$ 8,02 bilhões.

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A venda da segunda maior fabricante de cimento do Brasil é parte de uma estratégia mais ampla da CSN para reduzir a dívida e faz parte do plano de venda de ativos da companhia anunciado em janeiro.

O Money Times questionou a CSN sobre a venda dos ativos. Caso haja retorno, a matéria será atualizada para inclusão do posicionamento da empresa.

Os números da CSN

A siderúrgica registrou prejuízo líquido de R$ 555 milhões no primeiro trimestre de 2026, reduzindo as perdas em 24,2% ante resultado negativo de R$ 732 milhões em igual período de 2025.

No período, o Ebitda ajustado somou R$ 2,646 bilhões, o que representa alta de 5,5% na comparação anual. Já a receita líquida atingiu R$ 10,604 bilhões, com queda de 2,8% frente ao primeiro trimestre de 2025.

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A empresa encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 40,5 bilhões, acima dos R$ 35,8 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2025, mas abaixo dos R$ 41,2 bilhões do fim de 2025.

A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, ficou em 3,36 vezes no trimestre, com redução de 11,6 pontos-base em relação ao trimestre imediatamente anterior.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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