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CSN (CSNA3) inicia processo para venda de ativos de infraestrutura, diz jornal

14 jun 2026, 11:12 - atualizado em 15 jun 2026, 20:29
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(Imagem: CSN/Divulgação)

A CSN (CSNA3) iniciou o processo para a venda de um conjunto de ativos de infraestrutura, segundo informações do colunista Lauro Jardim, d’O Globo.

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No pacote estão terminais portuários no Rio de Janeiro, a participação na empresa de transporte ferroviário de carga MRS e a recém-comprada Tora, de logística.

Ainda de acordo com o jornal, o mandato de venda é do Citibank e Bradesco.

Ao Money Times, a companhia confirmou que deu início ao processo de venda de ativos de infraestrutura e que a iniciativa integra plano de desinvestimentos, anunciado em janeiro.

“A CSN entende que não haverá dificuldades em encontrar investidores interessados, uma vez que alguns á estão em contato com as instituições financeiras, afirmou a companhia em nota enviada nesta segunda-feira (15). Confira a nota na íntegra no fim desta matéria.

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Vale lembrar que a notícia surge em meio ao processo desinventimentos da companhia na CSN Cimentos. Segundo a agência de notícias Reuters, a siderúrgica recebeu ofertas não-vinculantes para a venda na divisão de cimento, no início de maio.

Quatro companhias, duas brasileiras (Votorantim e Polimix) e duas chinesas (Huaxin Cement e Sinoma International), avançaram para a próxima fase do processo e devem encaminhar uma proposta vinculante até o dia 7 de agosto. A venda pode levantar entre R$ 12 e R$ 13 bilhões — inicialmente, a unidade estava avaliada em R$ 10 bilhões. Esse preço é maior que o valor de mercado da CSN, de R$ 8,02 bilhões.

A venda da segunda maior fabricante de cimento do Brasil é parte de uma estratégia mais ampla da CSN para reduzir a dívida e faz parte do plano de venda de ativos da companhia anunciado em janeiro.

Os números da CSN

A siderúrgica registrou prejuízo líquido de R$ 555 milhões no primeiro trimestre de 2026, reduzindo as perdas em 24,2% ante resultado negativo de R$ 732 milhões em igual período de 2025.

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No período, o Ebitda ajustado somou R$ 2,646 bilhões, o que representa alta de 5,5% na comparação anual. Já a receita líquida atingiu R$ 10,604 bilhões, com queda de 2,8% frente ao primeiro trimestre de 2025.

A empresa encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 40,5 bilhões, acima dos R$ 35,8 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2025, mas abaixo dos R$ 41,2 bilhões do fim de 2025.

A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, ficou em 3,36 vezes no trimestre, com redução de 11,6 pontos-base em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Posicionamento da CSN

“A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informa que deu início ao processo de venda de ativos de infraestrutura, que conta com bancos contratados. A iniciativa integra o plano de desinvestimento, anunciado no começo deste ano com o objetivo de diminuir a alavancagem.

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A CSN entende que não haverá dificuldades em encontrar investidores interessados, uma vez que alguns já estão em contato com as instituições financeiras. A companhia ressalta que os ativos possuem sinergia e são complementares entre si – caso de portos, ferrovia e transportadora rodoviária”, diz a nota enviada ao Money Times*.

*Matéria atualizada às 20h15 (horário de Brasília), do dia 15 de junho de 2026, para a inclusão do posicionamento da CSN sobre a possível venda de ativos de infraestrutura.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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