Mercados

Brasil é refúgio para mercado de ações diante de incertezas geopolíticas, diz Citi

17 mar 2026, 16:42 - atualizado em 17 mar 2026, 16:42
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(Imagem: Divulgação/B3)

Os mercados de ações do Brasil, diante da volatilidade dos mercados globais com o conflito no Oriente Médio, são considerados refúgios geopolíticos relativamente seguros no longo prazo, na avaliação do Citi.

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O banco destaca ainda que o Brasil é exportador líquido de petróleo bruto e também uma potência global em biocombustíveis — embora não seja totalmente autossuficiente em produtos refinados.

Segundo o Citi, consequentemente, os mercados do Brasil e da América Latina podem seguir resilientes, visto que estão menos expostos às consequências econômicas do conflito. Com isso, o banco manteve a carteira de baixa volatilidade (MVP) com forte exposição a petróleo e utilities.

“À medida que os mercados globais entraram em modo de aversão ao risco em resposta ao conflito no Oriente Médio, nosso portfólio MVP caiu 5,7%, em comparação com uma queda de 4,6% do Ibovespa”, observa o Citi.

Embora seja difícil prever quando os fluxos de petróleo por meio do Estreito de Ormuz se normalizarão — um evento que provavelmente levaria os investidores de volta a uma postura de maior apetite por risco —, o Citi considera baixa a probabilidade de normalização do tráfego na hidrovia no próximo mês.

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No relatório, os analistas ressaltam ainda que o estreito permanece efetivamente fechado, a cobertura de seguro para embarcações está suspensa, e os produtores do Golfo estão reduzindo a produção à medida que a capacidade de armazenamento se esgota.

Carteira MVP

Com o cenário geopolítico volátil, o Citi removeu  Axia Energia (AXIA3), Localiza (RENT3) e Mercado Livre (MELI) da carteira de baixa volatilidade, enquanto  Multiplan (MULT3),  Equatorial (EQTL3) e Eneva (ENEV3) entraram.

Além disso, o banco elevou a participação de Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4) de 10% para 15% cada, e a de Copel (CPLE6) de 5% para 10%. Já a fatia de XP (XPBR31) foi reduzida de 10% para 5%.

Agora, a carteira é composta por Multiplan, XP,  Suzano (SUZB3), Eneva 5% cada —, Cury (CURY3),  GPS (GGPS3), Equatorial e Copel — 10% cada —, Prio e Petrobras — 15% cada. 

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Nos último mês, a carteira caiu 5,7%, ante recuo de 4,6% do Ibovespa. No ano, a carteira avançou 6,9%, contra alta de 11,9% do Ibovespa.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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