Economia

Brasil é visto como “proteção” por menor ligação com os EUA, diz Galípolo

09 fev 2026, 13:32 - atualizado em 09 fev 2026, 13:32
Gabriel Galípolo em evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo (Imagem: divulgação)
Gabriel Galípolo em evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo (Imagem: divulgação)

O presidente do Banco Central (BC)Gabriel Galípolo, disse nesta segunda-feira (9) que o Brasil continuou atraindo investimentos em meio a preocupações no mercado sobre as tarifas comerciais levantadas pelo governo norte-americano por ser visto como uma economia menos exposta aos Estados Unidos.

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“O Brasil, por ser menos ‘lincado’ com os Estados Unidos e ter mais diversidade do ponto de vista dos seus parceiros comerciais e ser exportador de commodities, passou a ser visto como uma proteção numa eventual escalada tarifária e de guerra comercial”, comentou, durante evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

Galípolo observou, porém, que é difícil para o investidor escapar de ativos norte-americanos, dada a valorização das ações negociadas em Nova York, puxada pela transformação da inteligência artificial e por o mercado de títulos públicos norte-americanos ser muito superior a qualquer outro.

O mandatário da autarquia, no entanto, pontuou que esses investimentos em ativos norte-americanos vêm ocorrendo agora com um maior hedge (proteção) contra uma eventual desvalorização do dólar, o que é um cenário favorável a mercados emergentes.

Ele ponderou ainda que a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed) mitigou um pouco a aversão ao risco nos mercados, por trazer a percepção de que a condução do banco central dos EUA será técnica e preocupada com o dólar.

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