Brasil se prepara para nova tarifa de 12,5% dos EUA
O governo brasileiro trabalha com a expectativa de que os Estados Unidos confirmem a imposição de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos exportados pelo Brasil.
A medida é resultado de uma investigação sobre o combate ao trabalho forçado e, na avaliação de integrantes do Planalto, tem sido utilizada como instrumento de pressão em meio às negociações sobre outra sobretaxa, de 25%, que entra em vigor nesta quarta-feira (22).
A alíquota de 12,5% foi recomendada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para cerca de 60 países, incluindo o Brasil e membros da União Europeia.
O Itamaraty afirma que o país conta com sistemas de fiscalização, responsabilização criminal, transparência e cooperação institucional voltados à prevenção e punição dessa prática. Além disso, o governo sustenta que as medidas contrariam as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), que prevê mecanismos multilaterais para a solução de disputas comerciais.
Tarifas dos EUA
A possível taxação adicional sobre produtos brasileiros faz parte de uma ofensiva mais ampla da Casa Branca para reformular sua política comercial. Segundo informações do Financial Times e da Reuters, o governo Donald Trump pretende substituir a tarifa global temporária de 10% sobre importações, cuja vigência termina em 24 de julho.
Para isso, a administração americana tem recorrido a diferentes investigações comerciais capazes de sustentar juridicamente novas barreiras. Além da questão do trabalho forçado, outra investigação avalia se determinadas economias mantêm excesso de capacidade industrial que possa prejudicar a indústria americana.