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BrasilAgro (AGRO3) reporta lucro de R$ 2,5 milhões no 2T26; o que os analistas acham?  

06 fev 2026, 15:45 - atualizado em 06 fev 2026, 15:56
Brasilagro agro3 (1)
(Montagem: Money Times - Foto: iStock/Maksym Belchenko)

A BrasilAgro (AGRO3) reportou lucro líquido de R$ 2,5 milhões no segundo trimestre do ano-safra de 2025/26 (2T26), conforme resultado divulgado nesta quinta-feira (5). Com o resultado, a empresa conseguiu reverter o prejuízo registrado há um ano.  

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O desempenho operacional, no entanto, seguiu como destaque negativo do período, a despeito da melhora no resultado final. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 6,995 milhões no trimestre – um recuo de 77% na comparação anual.    

Às 15H16, a AGRO3 subia 0,50%, negociada a R$ 20,16. 

De acordo com a empresa, o desempenho fraco da cana-de-açúcar refletiu os impactos de eventos climáticos em diferentes regiões. A quantidade faturada de cana caiu 52% no trimestre, para 167,4 mil toneladas, com um recuo de 56% da receita, para R$ 28,1 milhões. 

Já na ponta positiva, os grãos ajudaram a aliviar a pressão sobre o resultado, com avanço na receitas trimestral da soja em 33%, para R$ 61,1 milhões. Entre outras culturas, o milho e o algodão também contribuíram positivamente para o resultado da BrasilAgro.  

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O que dizem os analistas?  

A Genial Investimentos considerou que o trimestre foi marcado por um desempenho operacional sazonalmente fraco da BrasilAgro, impulsionado por uma forte contração nos volumes de cana-de-açúcar e pela contínua ausência de vendas de terras. 

O resultado, disseram, foi apenas parcialmente compensado por uma comercialização mais forte de grãos e pelo suporte da linha financeira.  

Os analistas Igor Guedes e Luca Vello ressaltam, porém, que volatilidade recente dos resultados trimestrais deve ser interpretada principalmente sob uma ótica sazonal e contábil, e não como sinal de deterioração das operações subjacentes. 

Na avaliação dos analistas, a dinâmica de custos continua favorável à companhia. “Uma parcela relevante dos insumos foi adquirida antes dos recentes aumentos de preços, sustentando margens estruturalmente melhores na maioria das culturas, especialmente grãos, sem novas pressões de custo previstas para os próximos trimestres”, apontaram.

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XP Investimentos, em relatório, também considerou o resultado da BrasilAgro fraco, com o desempenho da safra de cana-de-açúcar deixando “um gosto amargo”. Além disso, a corretora destaca as bases comparáveis difíceis, consequentes da já esperada ausência de vendas de fazendas no período.  

Em relação às expectativas para o clima, os analistas Leonardo Alencar, Pedro Fonseca e Samuel Isaak consideram que a situação melhorou recentemente e, somada às boas chuvas em janeiro, o cenário para fevereiro é favorável 

“Para a segunda safra de milho, o ponto de atenção seriam as chuvas de março e abril, mas, até o momento, não há sinais de preocupação”, acrescentaram.  

Quanto à ausência de vendas de terras, a XP reiterou a estratégia adotada pela BrasilAgro de reciclagem de portfólio, utilizando recebíveis de vendas passadas de terras para adquirir fazendas de players em situação de estresse. 

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Já o BTG Pactual destacou as estimativas revisadas do guidance da BrasilAgro para a safra 2025/26 mais fracas do que o esperado. 

“O milho foi o único destaque positivo: a produtividade foi elevada em 1,4% em relação ao guidance anterior e, juntamente com uma área plantada levemente maior, a produção total aumentou 2%”, disse.  

Por outro lado, o BTG aponta que tanto a soja quanto o algodão tiveram revisões negativas de produtividade e área, implicando quedas esperadas de produção de 3% e 22%, respectivamente. 

Embora as revisões para grãos não tenham sido favoráveis, na avaliação dos analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttilla, as expectativas para a cana-de-açúcar parecem bastante positivas 

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Tanto o BTG quanto a Genial mantiveram as recomendações de compra para a AGRO3, com ambos indicando preço-alvo de R$ 25. 

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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