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Braskem (BRKM5): Citi rebaixa recomendação para venda com desafios financeiros à frente; ação derrete 13% nesta sexta (26)

26 jun 2026, 11:53 - atualizado em 26 jun 2026, 12:21
braskem brkm5
(Imagem: Braskem)

O Citi rebaixou a recomendação de Braskem (BRKM5) de neutro/alto risco para venda/alto risco devido à piora das perspectivas para os spreads petroquímicos e ao aumento dos riscos específicos da companhia.

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"Nossa tese anterior, de recomendação neutra, baseava-se na expectativa de uma recuperação cíclica do setor e de uma resolução clara sobre o controle acionário da empresa. No entanto, esse cenário deixou de ser sustentável diante do enfraquecimento dos fundamentos de curto prazo, alterando negativamente a relação entre risco e retorno", explica o banco.

No Ibovespa (IBOV), a Braskem lidera as perdas do índice nesta sexta-feira (26) diante do agravamento da crise financeira e ainda como reflexo do rebaixamento do Citi. Na mínima, a ação derreteu 13,78% (R$ 5,88).

Na avaliação do Citi, a perspectiva financeira para a Braskem indica pressão sobre os spreads e aumento do consumo de capital de giro, o que deve levar a um fluxo de caixa livre (FCF) negativo, pressionando ainda mais o balanço patrimonial.

Com esse cenário no radar, o banco também passou a tesoura no preço-alvo da petroquímica, de R$ 11,50 para R$ 4,50, o que implica um potencial de desvalorização de quase 41% em relação ao último fechamento. Além disso, o Citi diz que a Braskem Idesa contribui negativamente em R$ 1,00 para essa avaliação.

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Por volta das 11h30 (horário de Brasília), BRKM5 recuava 7,48% (R$ 6,31). No mesmo horário, o Ibovespa avançava 0,20%, aos 172.333,62 pontos.



O que está por trás do rebaixamento de BRKM5?

Ao olhar para o financeiro, a petroquímica apresenta elevada alavancagem, geração limitada de fluxo de caixa livre e margens de lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) historicamente comprimidas, consequência de um ambiente global desfavorável para os spreads petroquímicos.

Do ponto de vista operacional, o Citi menciona os elevados custos das matérias-primas — especialmente da nafta — combinados com taxas de utilização das fábricas abaixo da capacidade instalada, o que limita a capacidade da empresa de recuperar suas margens no curto prazo.

"Além disso, as contingências relacionadas ao afundamento do solo em Alagoas, representam um risco jurídico relevante, exigindo desembolsos recorrentes de caixa que continuam pressionando a geração de caixa da companhia", complementa o banco.

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Outro ponto preocupante, na avaliação do Citi, é a estrutura de capital da Braskem, com vencimentos concentrados de dívida e acesso restrito ao mercado de capitais nas condições atuais, aumentando o risco de refinanciamento.

"As perspectivas para a Braskem dependem do sucesso do processo de reestruturação da dívida em andamento, da normalização dos spreads petroquímicos internacionais e da demonstração consistente de geração sustentável de caixa operacional nos próximos anos", afirma.

O banco ainda considera que a incerteza sobre as intenções estratégicas da Petrobras (PETR4) e uma possível necessidade de injeção de capital tornam o cenário ainda mais desfavorável para os acionistas.

Você pode acompanhar mais sobre esta e outras notícias do dia no Giro do Mercado. O programa vai ao ar de segunda a sexta, ao meio-dia, no canal do Youtube do Money Times.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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