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Brava Energia (BRAV3) recomenda que acionistas aceitem OPA da Ecopetrol

24 jul 2026, 18:34 - atualizado em 24 jul 2026, 18:47
(Imagem: Divulgação/Brava Energia)
(Imagem: Divulgação/Brava Energia)

O conselho de administração da Brava Energia (BRAV3) recomendou que os acionistas aceitem a oferta pública de aquisição de ações (OPA) para aquisição de controle lançada pela Ecopetrol Investimentos do Brasil, subsidiária integral da Ecopetrol. A decisão foi aprovada em reunião realizada nesta sexta-feira (24), conforme fato relevante divulgado pela companhia.

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Segundo a Brava, o parecer fundamentado do conselho é favorável à aceitação da oferta, observadas as considerações, fundamentos e ressalvas contidas no documento. A companhia ressaltou, no entanto, que a decisão final cabe exclusivamente a cada acionista, recomendando a leitura do edital, do parecer e dos demais documentos da operação, além da realização de avaliações próprias sobre os impactos financeiros, legais, fiscais e cambiais da oferta, com eventual apoio de assessores especializados.

A Ecopetrol pretende adquirir 116,1 milhões de ações da Brava, equivalentes a cerca de 25% do capital social. Somadas às ações já contratadas por meio do acordo de compra e venda (SPA), a estatal colombiana passará a deter aproximadamente 51% da companhia, caso a oferta seja bem-sucedida.

O leilão da oferta está agendado para 5 de agosto, às 15h (horário de Brasília), enquanto a liquidação financeira da operação está prevista para 17 de agosto.

Planos da Ecopetrol e impactos

Na avaliação do conselho, os planos estratégicos apresentados pela Ecopetrol são compatíveis com a estratégia atualmente adotada pela Brava. A estatal colombiana afirmou que pretende manter a companhia listada na B3, preservar sua identidade corporativa e utilizar a Brava como plataforma de longo prazo no Brasil, com foco na recuperação de reservas, aumento da produção, disciplina de capital e otimização da estrutura de financiamento.

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O parecer também conclui que a operação não deve provocar impactos relevantes sobre o endividamento da companhia. A Brava informou que obteve as anuências necessárias de credores para evitar o vencimento antecipado de dívidas e que os custos relacionados ao pagamento de prêmio aos debenturistas são pouco significativos diante da posição de caixa da empresa.

Em relação aos contratos, a companhia afirma não ter identificado impactos relevantes decorrentes da mudança de controle. A única exceção é a arbitragem iniciada pela Westlawn Energia Brasil sobre o contrato de operação conjunta dos campos de Atlanta e Oliva. Segundo o conselho, o processo está em estágio inicial e ainda não é possível prever seu desfecho.

Em relatório divulgado anteriormente, o Banco Safra afirmou que, após a mudança de controle da Brava, ainda deve haver incertezas sobre a estratégia da companhia, o que pode limitar o desempenho das ações até que essas dúvidas sejam esclarecidas.

O Safra mantém recomendação neutra para a Brava por entender que a geração de caixa da companhia deve continuar pressionada no curto prazo, em razão do elevado nível de investimentos (capex) e dos desembolsos relacionados ao earn-out.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.

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