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Em busca de capital: BRB pede empréstimo de R$ 4 bi ao FGC, diz Valor

27 mar 2026, 15:07 - atualizado em 27 mar 2026, 15:07
BRB
(Imagem: Agência Brasília)

Correndo contra o tempo para ajustar suas contas, o BRB (Banco de Brasilia) pediu um empréstimo de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), informou o Valor Econômico.

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De acordo com o jornal, o documento é assinado pelo governador Ibaneis Rocha e tem por objetivo iniciar o processo junto ao Fundo para “obtenção de operação de suporte, buscando preservar a resiliência do sistema financeiro”.

Além disso, a proposta apresentada pelo GDF prevê carência de um ano e seis meses e pagamentos semestrais. A remuneração e os encargos seriam atrelados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) mais spread.

Situação do BRB

O banco estatal enfrenta uma crise de confiança e problemas de liquidez devido aos prejuízos decorrentes da compra bilionária de carteiras de crédito e ativos de baixa liquidez negociados pelo Banco Master.

A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude na compra de cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos do banco.

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Para cobrir o prejuízo, o governador Ibaneis Rocha propôs usar imóveis públicos como garantia de empréstimos para salvar o BRB.

Na lista consta um terreno público de 716 hectares na Serrinha do Paranoá, avaliada em cerca de R$ 2,2 bilhões.

Apesar disso, o banco possui resistências para seguir com o plano. No último dia 23, por exemplo, o governo do Distrito Federal foi proibido pela Justiça de vender uma área ambiental para cobrir o rombo.

A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) apontou risco de subavaliação de áreas da chamada Serrinha do Paranoá.

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Na decisão, o juiz apontou que a área foi avaliada como terra rural, mais barata que a urbana. Além disso, segundo ele, é comum que vendas feitas com pressa costumem ter grandes descontos. Segundo ele, esses são dois fatores indicam possibilidade de prejuízos financeiros.

“Para salvar o banco oficial do desastre provocado pela mais pura má gestão, torra-se às pressas o patrimônio imobiliário do povo, com pouca ou nenhuma atenção para aspectos que não representam dinheiro no mínimo tempo possível”, afirmou o magistrado.

A Justiça também chegou a impedir o plano aprovado pela Assembleia Legislativa do Distrito Federal. Porém, a decisão foi derrubada.

Com Agência Brasil

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