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BRB prorroga prazo de aumento de capital e prevê homologações parciais para acelerar aval do BC

27 maio 2026, 19:23 - atualizado em 27 maio 2026, 19:23
BRB
(Imagem: Agência Brasília)

O BRB anunciou na noite desta quarta-feira (27) mudanças no processo de aumento de capital do banco e prorrogou até 3 de junho o prazo para os acionistas exercerem o direito de preferência na operação. A medida faz parte da tentativa da instituição de acelerar a aprovação do aporte pelo Banco Central (BC).

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Na prática, o BRB tenta acelerar a entrada dos recursos do aumento de capital no balanço enquanto ainda conclui a tramitação regulatória da operação junto ao BC. Para isso, o banco aprovou a possibilidade de homologações parciais ao longo da oferta, sem necessidade de esperar o encerramento completo da captação.

Com isso, parte do dinheiro levantado já poderá ser incorporada ao patrimônio do banco antes da conclusão final da operação. Segundo o fato relevante, a medida busca dar mais “celeridade” ao processo de autorização do aumento de capital pelo BC. Ao mesmo tempo, a oferta seguirá aberta normalmente, com novas etapas de sobras e rateios para investidores interessados em adquirir ações adicionais.

O movimento ocorre em meio à crise envolvendo o BRB e o Banco Master. Nos últimos meses, o banco estatal do Distrito Federal passou a enfrentar pressão após as investigações da Operação Compliance Zero apontarem exposição bilionária da instituição a ativos ligados ao Master.

Nesta terça-feira (26), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a União negocia um acordo com o Governo do Distrito Federal (GDF) para viabilizar uma operação de crédito ao BRB junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Segundo ele, a solução em discussão envolve um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e deve ser concluída até quinta-feira (28).

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De acordo com Durigan, o governo federal discute flexibilizar a nota de capacidade de pagamento do GDF para permitir a operação, mas sem conceder aval direto da União ao empréstimo. A garantia deverá ser dada por um sindicato de bancos públicos e privados.

Nesta quarta-feira (27), o ministro também afirmou que uma eventual liquidação do BRB poderia gerar um impacto de cerca de R$ 17 bilhões ao FGC, o que ajudou a acelerar as negociações por uma solução para o banco.

O aumento de capital já vinha sendo tratado pelo mercado como uma das principais alternativas para recompor os índices de capitalização do BRB. Em abril, os acionistas aprovaram uma operação que pode chegar a até R$ 8,8 bilhões.

O banco informou ainda que os investidores terão cinco dias úteis para cancelar, ajustar ou manter ordens de subscrição já registradas. Caso não haja manifestação, o BRB considerará mantidas as condições originalmente preenchidas pelos acionistas.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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