Comprar ou vender?

BTG (BPAC11) tem novo trimestre forte e fecha 2025 com chave de ouro; ação ainda tem potencial?

09 fev 2026, 10:38 - atualizado em 09 fev 2026, 10:46
BTGImagem: Divulgação/BTG Pactual
Para o banco, o que se desenha é uma instituição capaz de navegar por diferentes cenários, com um ecossistema diversificado (Imagem: Divulgação/BTG Pactual)

Com a régua lá em cima, o BTG (BPAC11) entregou resultados praticamente em linha, mas é difícil reclamar de um trimestre com ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de 27,6%, destaca o JPMorgan.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo assim, a ação caia 2,24%, a R$ 58,95, na abertura.

Desde o segundo trimestre, o BTG superou a barreira dos 22%. À época, analistas questionavam a capacidade do banco de sustentar esse patamar. Agora, ao que tudo indica, o nível veio para ficar.

‘Foi um ano excepcional, com ROE anual de 26,9%, o melhor da história da companhia. A administração demonstrou confiança em manter um ROE sustentável acima de 25%’, afirmam os analistas.

Segundo o JPMorgan, embora o resultado não tenha sido tão surpreendente quanto nos segundo e terceiro trimestres — justamente porque as expectativas subiram —, o período ainda foi sólido do ponto de vista de receitas, com cerca de 60% das linhas acima das estimativas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre os destaques:

  • Gestão de ativos: 17,5% acima da estimativa, com alta anual de 30%;
  • Sales and trading: 8% acima da estimativa, avanço de 30%;
  • Banco de investimento (IB): 6,5% acima do esperado, crescimento de 36%;
  • Juros e outras receitas: cerca de 5% acima das projeções do JPMorgan.

Os 40% restantes das receitas — principalmente wealth management e crédito corporativo — ficaram, em sua maioria, em linha com as estimativas. Ainda assim, o banco chama atenção para a forte captação líquida em wealth, que somou R$ 46 bilhões no trimestre, acima dos cerca de R$ 30 bilhões observados em períodos anteriores.

‘Em suma, mais um trimestre forte, embora esperemos uma reação de mercado mais neutra, já que os resultados ficaram mais em linha com expectativas elevadas’, avalia o banco.

Ovos em várias cestas

Um dos principais trunfos do BTG é a diversificação das receitas. Quando uma linha perde fôlego, outra costuma compensar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o Safra, essa dinâmica voltou a funcionar no quarto trimestre, com a frustração em investment banking e participações sendo compensada por outras áreas.

Além disso, o banco destacou a entrega de KPIs sólidos, com forte captação orgânica líquida tanto em wealth quanto em asset management, além de crescimento ainda saudável da carteira de crédito.

O que fazer com BTG (BPAC11)?

A principal discussão agora é o valuation. Neste ano, a ação sobe 15%. Nos últimos 12 meses, a alta supera 91%.

Na visão do JPMorgan, apesar de mais um trimestre forte, a reação do mercado tende a ser mais contida, justamente porque os números ficaram mais alinhados a expectativas já bastante elevadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com base em uma estimativa de lucro líquido de R$ 19,4 bilhões em 2026 — acima do consenso —, o banco calcula que o BTG negocia a cerca de 12 vezes o P/L (preço sobre lucro) e 3,3 vezes o P/VP (preço sobre valor patrimonial).

‘Embora crescimento e execução justifiquem prêmios de valuation, vemos potencial de alta limitado e mantemos recomendação neutra’, conclui o JPMorgan.,

Já o Safra diz que o resultado reforça a sustentabilidade de níveis elevados de rentabilidade em 2026, sustentando
a projeção ajustada de lucro líquido de R$ 20 bilhões. A recomendação é de compra, com preço-alvo R$ 70, potencial de alta de 16%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É também setorista de setor financeiro. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Linkedin
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É também setorista de setor financeiro. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Linkedin
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar