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Smart Fit (SMFT3): Por que as ações podem subir até 42%, segundo o BTG

20 jan 2026, 15:15 - atualizado em 20 jan 2026, 15:15
smart fit jcp
BTG corta o preço-alvo da Smart Fit (SMFT3), mas mantém compra, destacando crescimento do lucro, disciplina de expansão e vantagem competitiva na América Latina (Imagem: Divulgação/Smart Fit)

Mesmo após a recente queda das ações, que recuam cerca de 8% em janeiro, a Smart Fit (SMFT3) segue como uma das empresas de crescimento mais atraentes da América Latina, segundo relatório do BTG Pactual.

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O banco reiterou a recomendação de compra para os papéis da rede de academias e atualizou suas estimativas, reduzindo o preço-alvo de R$ 32 para R$ 30, o que ainda representa potencial valorização de aproximadamente 42% em relação à cotação atual, de R$ 21,10.

A casa também realizou um corte médio de 1% nas projeções de lucro líquido entre 2025 e 2028, mas disse que espera um CAGR de 32% no período.

Por volta das 15h (horário de Brasília) desta terça-feira (20), as ações SMFT3 subiam aproximadamente 0,8% na bolsa de valores (B3). Acompanhe a cotação em tempo real. 



Por que comprar SMFT3, segundo o BTG

A tese de investimento do BTG em Smart Fit é sustentada, principalmente, por três fatores:

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  • Escala considerada “incomparável” em toda a região;
  • Números de alto retorno com margens em melhoria por meio da alavancagem operacional;
  • Exposição a um mercado fragmentado com espaço para consolidação.

“Apesar dos riscos de curto prazo, como condições macroeconômicas difíceis em algumas regiões, canibalização e intensificação da concorrência, projetamos um atraente CAGR de 32% para o lucro por ação (LPA) entre 2025 e 2028)”, afirmou o banco.

Disciplina de expansão

A Smart Fit encerrou 2025 cumprindo integralmente seu guidance de expansão, com a abertura de 341 academias ao longo do ano, reforçando, segundo o BTG, sua credibilidade de execução na América Latina.

“Essa presença reforça o posicionamento da empresa como um player de escala regional. A administração deve divulgar um novo guidance em breve, mas as primeiras indicações apontam para um ritmo semelhante de aberturas, com uma combinação contínua de unidades próprias e franqueadas”, pontuou o relatório.

Na avaliação da instituição, o avanço das franquias reforça a estratégia de crescimento com menor necessidade de capital, ao mesmo tempo em que preserva o padrão da marca.

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TotalPass ganha relevância

Já o TotalPass, benefício corporativo que oferece acesso integrado a academias, segue ganhando espaço e atua tanto como funil de demanda quanto como alavanca de utilização da rede própria.

Em 2024, os usuários do TotalPass representaram cerca de 13% da base de clientes da companhia, mas apenas 9% da receita, o que implica uma diferença de aproximadamente 40% na receita média por usuário (ARPU) em relação às academias tradicionais.

Segundo o BTG, a expectativa da empresa é que esse gap diminua para 25% a 30%, à medida que as diferenças de preços entre os níveis do TotalPass e os planos diretos de academia são reduzidas.

Poder de precificação sem atrito

O relatório também destacou a estratégia de precificação da companhia. A Smart Fit promoveu reajustes no plano Black no Brasil e na Colômbia, com risco limitado de cancelamentos, já que mantém opções mais acessíveis para diferentes faixas de renda.

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“A capacidade de reajustar os valores das ofertas premium e, ao mesmo tempo, proteger a demanda básica destaca a abordagem cada vez mais sofisticada da empresa em relação à gestão de margem, algo incomum em um setor historicamente impulsionado por preços fixos e concorrência local.”

Caminhos na América Latina

Entre os pontos de atenção, o México é apontado pelo BTG como o mercado mais desafiador no curto prazo, impactado por ajustes operacionais e por um ambiente macroeconômico menos favorável.

A empresa, porém, já adotou medidas para melhorar eficiência, reduzir investimentos por unidade e elevar o tíquete médio no país, segundo o banco.

Em contrapartida, Brasil, Colômbia e Chile seguem apresentando desempenho sólido. No caso do mercado brasileiro, o relatório apontou que a bandeira BioRitmo deve retomar a expansão de forma seletiva em regiões premium.

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“Apesar de um ciclo macroeconômico potencialmente mais difícil no Brasil, as novas academias continuam a superar as unidades maduras devido aos aluguéis e despesas operacionais mais baixos, enquanto as curvas de evolução permanecem iniciais, especialmente após a intensa programação de inaugurações em dezembro”, afirmou a instituição.

Fora da América Latina, o Marrocos aparece como uma opção de médio prazo, com expectativa de abertura de 100 a 150 academias em cinco anos, apoiada em parcerias com supermercados e empresas do setor imobiliário.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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