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BTG inclui Tesla e Royal Caribbean em carteira internacional; veja recomendações de BDRs para fevereiro

04 fev 2026, 12:49 - atualizado em 04 fev 2026, 13:53
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A leitura dos analistas é de que o mercado está saindo de ativos defensivos e apostando em empresas mais alavancadas ao crescimento econômico. (Imagem: Divulgação/BTG Pactual)

O BTG Pacutal realizou mudanças na sua carteira de ações internacionais para fevereiro. As recomendações são compostas por Brazilian Depositary Receipts (BDRs).

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O banco incluiu Tesla e Royal Caribbean Cruises, enquanto Berkshire Hathaway (BERK34) e Morgan Stanley foram retiradas das recomendações.

No relatório, o BTG decidiu elevar seletivamente o risco e a exposição a ativos com maior sensibilidade ao crescimento econômico no mês de fevereiro.

A estratégia parte de um cenário internacional em que a economia americana segue em crescimento acima do potencial esperado. A estabilização do mercado de trabalho, somada às possíveis pressões sazonais da inflação e a manutenção de juros ao longo do primeiro semestre criam uma perspectiva otimista para os investidores. Além disso, a escolha de Kevin Warsh para o comando do Federal Reserve surpreendeu positivamente.

A leitura dos analistas é de que o mercado está saindo de ativos defensivos e apostando em empresas mais alavancadas ao crescimento econômico.

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Nesse cenário, a inclusão de Royal Caribbean busca aproveitar a retomada do consumo discricionário, justificada pelo cenário de estabilidade econômica. De acordo com o BTG, um catalisador desse comportamento é a expectativa de crescimento dos tax refunds nos Estados Unidos, que em 2026 devem subir cerca de 20% a 30%.

Já a adição da Tesla está apoiada no desenvolvimento de veículos autônomos e robôs humanoides, além da expansão dos lucros movidos por veículos elétricos e energia no quarto trimestre de 2025. Os analistas também destacam a exposição à chamada “IA física”, que combina inteligência artificial com aplicações no mundo real.

Nas saídas, Berkshire Hathaway não se adequa ao novo perfil de risco adotado na carteira, na avaliação do BTG.

Apesar da visão positiva sobre o setor financeiro, o BTG entende que “que boa parte da expansão de múltiplos já ocorreu”. Diante disso, o banco escolheu manter a exposição no setor centrada em Goldman Sachs, “que oferece melhor assimetria para capturar um ambiente mais aquecido de mercado de capitais e investment banking”, retirando Morgan Stanley das recomendações.

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Além de Royal Caribbean e Tesla, outras 12 ações estão na carteira recomendada do BTG.

38% das empresas sugeridas estão concentrados no setor de tecnologia, se baseando na liderança estrutural em tecnologia e inteligência artificial.

Microsoft é a primeira, pois se destaca com a integração da IA em produtos como o pacote Office e a expansão da computação em nuvem por meio do Azure.

Em segundo lugar o BTG está otimista sobre Nvidia, apontada como uma das principais beneficiárias no campo da IA, om domínio quase absoluto em microprocessadores para data centers e expansão contínua de seus mercados endereçáveis.

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Amazon também é recomendada por combinar o crescimento do serviço de nuvem do AWS com novas aplicações de IA e fortalecimento do streaming por meio do Amazon Prime.

Em seguida Meta Platforms é enfatizada pela geração de caixa advinda de publicidade e expansão das operações com foco no metaverso.

Em seguida, Alphabet sustenta sua tese de investimento pela liderança dentro do mercado de buscas online, pelo avanço do Google Cloud e no crescimento do YouTube, ganhando espaço no mercado de streaming “via publicidade e assinaturas”.

Por fim, o BTG baseia sua tese em Broadcom pelas altas na receita de semicondutores para IA, contratos de longo prazo e elevada visibilidade.

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Além do setor de tecnologia, o BTG também aposta na diversificação temática de suas teses para fortalecer a carteira. Nesse sentido, Newmont adiciona exposição ao ouro como instrumento de proteção geopolítica e hedge macroeconômico, apoiada por sólida geração de caixa e demanda estrutural de bancos centrais.

Goldman Sachs funciona como o principal veículo para capturar a retomada dos mercados de capitais, se beneficiando do aumento de IPOs, fusões e aquisições e da maior atividade econômica, oferecendo melhor assimetria de retorno em comparação a outros grandes bancos.

No segmento de varejo de consumo, Walmart cumpre o papel de ativo defensivo de alta qualidade, com resultados consistentes, crescimento em e-commerce e publicidade e forte visibilidade operacional.

Eli Lilly representa um vetor de crescimento de longo prazo no setor de saúde, sustentado por altas barreiras de entrada, forte geração de caixa e pela expansão do mercado de medicamentos para diabetes e obesidade, na avaliação do banco.

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TSMC é a maior fabricante de semicondutores do mundo e peça central da cadeia global de tecnologia. Sua tese se apoia na forte demanda por inteligência artificial, alta barreira de entrada e resultados operacionais robustos.

O BTG ainda recomenda Raytheon, que adiciona diversificação geopolítica à carteira, posicionada para se beneficiar do aumento estrutural dos gastos globais em defesa, em um cenário de maior instabilidade internacional.

Confira a carteira completa de BDRs de fevereiro do BTG Pactual:

Empresa Setor Código BDR Peso (%)
Nvidia Tecnologia NVDC34 13
Alphabet Comunicação GOGL34 8
Microsoft Tecnologia MSFT34 14
Amazon Consumo Discricionário AMZO34 11
Meta Platforms Comunicação M1TA34 8
TSMC Tecnologia TSMC34 6
Tesla Consumo Discricionário TSLA34 5
Broadcom Tecnologia AVGO34 5
Eli Lilly Saúde LILY34 5
Walmart Consumo não discricionário WALM34 4
Goldman Sachs Financeiro GSGI34 6
Raytheon Indústria RYTT34 4
Newmont Materiais Básicos N1EM34 6
Royal Caribbean Cruises Consumo Discricionário R1CL34 5

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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