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BTG Pactual lança cartão com bandeira própria e inicia operação comercial de maquininha

11 set 2026, 14:55 - atualizado em 11 set 2026, 15:52
BTG Pay (Imagem: Divulgação)
BTG Pay (Imagem: Divulgação)

O BTG Pactual iniciou, nesta sexta-feira (11), a operação comercial do BTG Pay, plataforma integrada de pagamentos voltada a empresas e que reúne gestão financeira, maquininha própria e cartão de crédito.

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Anunciado em outubro de 2025, o serviço vinha sendo disponibilizado inicialmente para clientes selecionados, com lançamento gradual. A primeira etapa contemplou o link de pagamento e, posteriormente, a maquininha física.

Até então, os clientes do BTG Empresas — unidade do banco voltada para pequenas, médias e grandes companhias — interessados em utilizar a solução precisavam entrar em uma lista de espera.

Com o início da operação comercial, porém, todas as empresas clientes da instituição poderão utilizar a plataforma, desde que atendam a critérios estabelecidos.

Maquininha com duas telas

Nos pagamentos presenciais, o BTG Pay estreia uma Smart POS (maquininha) com duas telas. De acordo com o banco, a proposta é permitir que vendedor e comprador acompanhem simultaneamente a operação.

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Na prática, enquanto o estabelecimento conduz a transação em uma das telas, o cliente consegue visualizar, na segunda, informações da compra e a confirmação do pagamento.

“O modelo permite que o vendedor ganhe produtividade, reduza filas e, ao mesmo tempo, oferece ao comprador mais transparência e controle sobre a operação”, afirmou Rogério Stallone, sócio de crédito corporativo e responsável pelo BTG Pactual Empresas, em evento realizado nesta manhã.

De acordo com o executivo, o layout da maquininha também pode contribuir para a segurança das operações. “Acabou aquele negócio de pagar para ver o valor. Isso é bom contra fraude”, ponderou.

As taxas cobradas pela maquininha são definidas de acordo com fatores como faturamento, tipo de venda e prazo de recebimento.

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A solução também conta com dashboard de recebíveis, conciliação em tempo real, atendimento especializado 24 horas por dia e integração com o aplicativo BTG Empresas.

Maquininha com duas telas do BTG (Imagem: Divulgação)

Já para companhias que precisam realizar cobranças à distância ou ampliar seus canais de venda sem depender de uma maquininha ou de uma loja virtual, o Link de Pagamento BTG Pay permite receber por cartão, Pix e boleto.

Cartão BTG Pay

O banco também passa a oferecer para os clientes do BTG Empresas, a partir de hoje, o Cartão BTG Pay, um cartão de crédito de bandeira própria.

O executivo ponderou que o cartão foi desenvolvido para facilitar relações comerciais entre companhias e transformar pagamentos B2B em uma ferramenta de negociação e gestão do capital de giro.

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Com o Cartão BTG Pay, empresas podem realizar pagamentos à vista ou parcelados, ganhando maior flexibilidade para administrar o caixa.

Do outro lado, fornecedores podem oferecer condições comerciais diferentes aos clientes e receber os recursos de forma integrada.

Em um primeiro momento, o Cartão BTG Pay será de arranjo fechado e poderá ser utilizado somente nas maquininhas do próprio BTG.

Segundo Gabriel Motomura, co-head do BTG Pactual Empresas, a escolha por esse arranjo permite ao banco oferecer maior flexibilidade aos clientes, especialmente na definição dos prazos de pagamento.

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Na prática, em vez de seguir datas pré-definidas para fechamento da fatura ou pagamento, como ocorre nos arranjos abertos, o modelo do BTG Pay permite que fornecedores e compradores negociem as condições e o prazo da operação.

O limite de crédito do cartão será definido a partir da análise de cada cliente.

“[A plataforma] BTG Pay fará a ponte entre vendas e compras de insumos, numa mesma experiência e suprindo capital de giro quando necessário”, disse Motomura.

“Estamos usando tecnologia para simplificar transações B2B, reduzir fricções e tornar a gestão financeira mais eficiente para compradores e fornecedores”, prosseguiu.

Cartão BTG Pay (Imagem: Divulgação)

Mercado potencial de R$ 50 trilhões

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De acordo com Motomura, o mercado endereçável pode chegar a cerca de R$ 50 trilhões quando considerados diferentes meios de pagamento utilizados atualmente pelas empresas.

Isso porque, em 2025, o valor transacionado com cartões no Brasil foi de R$ 4,5 trilhões, segundo dados apresentados pelo executivo. No mesmo período, o volume de pagamentos por boleto chegou a R$ 11 trilhões, enquanto as transações via TED somaram R$ 35 trilhões.

A soma dos meios chega a aproximadamente R$ 50 trilhões — universo que o BTG considera como referência para sua estratégia de migração de pagamentos para o cartão B2B.

A expectativa do banco é oferecer taxas menores em comparação com outros métodos de pagamento, além de reduzir a fricção nas operações entre empresas.

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Um dos desafios dos cartões B2B, segundo o BTG, está na conciliação das transações. Para endereçar essa questão, o banco aposta em uma experiência integrada de ponta a ponta (end-to-end).

BTG Pay terá solução de split de pagamentos

Além da maquininha e do novo cartão, o BTG Pay também disponibiliza uma solução de split payment, mecanismo que permite dividir automaticamente os recursos de uma mesma transação entre diferentes destinatários.

Stallone destacou que a ferramenta deve ganhar importância com a implementação da reforma tributária, que prevê mudanças na forma de recolhimento dos tributos.

Hoje, explicou o executivo, uma empresa pode receber integralmente o valor de uma venda e recolher os impostos posteriormente. Nesse intervalo, os recursos correspondentes aos tributos podem permanecer temporariamente no caixa da companhia.

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Com as mudanças previstas pela reforma tributária, a lógica do recolhimento dos tributos será alterada. De acordo com Stallone, o split payment permitirá direcionar automaticamente, no momento da transação, a parcela correspondente aos impostos já para o governo.

O executivo citou como exemplo uma conta de restaurante de R$ 1.100. O sistema da maquininha do BTG poderá dividir o pagamento entre o estabelecimento, o garçom e os impostos, com cada parcela sendo direcionada ao respectivo destinatário.

Por que lançar uma maquininha na era do Pix?

A entrada do BTG no segmento de adquirência ocorre em um momento em que pagamentos digitais e instantâneos, como o Pix, ocupam cada vez mais espaço no dia a dia dos brasileiros.

Questionado sobre a estratégia de lançar uma nova maquininha diante do avanço digital, Stallone afirmou que a decisão está relacionada principalmente à demanda dos próprios clientes empresariais.

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De acordo com ele, há empresas que gostariam de concentrar uma parcela maior de suas operações financeiras no BTG, mas ainda utilizam outras instituições por conta da ausência de uma solução de adquirência.

“Uma hora precisaríamos fazer, porque a demanda está aí. Pode ser que caia mais para frente, mas ela vai estar aí por um bom tempo”, afirmou.

Motomura acrescentou que o cartão de crédito também oferece funcionalidades que não são substituídas integralmente pelo Pix, como a possibilidade de parcelamento e a organização dos pagamentos em uma única data.

Stallone ressaltou, ainda, que a plataforma BTG Pay não deve ser vista apenas como uma alternativa ao Pix. Para ele, a solução combina a conveniência dos pagamentos com a oferta de crédito.

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“O Pix é à vista. Isso aqui [cartão BTG Pay] é uma solução de crédito. Então, na verdade, ele compete com linhas de crédito tradicionais. É um mix das duas coisas”, afirmou.

Segundo o executivo, o objetivo do BTG é atender à demanda existente no mercado enquanto amplia a oferta de produtos e serviços financeiros para seus clientes empresariais.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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