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BTG Pactual vê Embraer (EMBJ3) ‘barata’ demais para ser ignorada; ações disparam mais de 6%

01 abr 2026, 16:00 - atualizado em 01 abr 2026, 16:00
Day Trade, Empresas, Investimentos, Embraer, EMBR3, Alupar, ALUP11
(Imagem: REUTERS/Roosevelt Cassio)

As ações da Embraer (EMBJ3) lideram a ponta positiva do Ibovespa, em dia de forte apetite ao risco doméstico e em movimento de recuperação das perdas recentes.

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Por volta de 15h40 (horário de Brasília), EMBJ3 registrava alta de 4,38%, a R$ 80,32. Na máxima intradia, os papéis subiram 6,56%, a R$ 82,00.



Em março, EMBJ3 recuou 16,80%, sendo a quinta ação com pior desempenho entre as negociadas na carteira téorica do Ibovespa, em temor a possíveis impactos do conflito no Oriente Médio na companhia e no setor aéreo como um todo. No ano, os papéis também têm saldo negativo, um recuo de 9%.

Com a queda recente, o BTG Pactual avalia que as ações da Embraer estão negociadas a um desconto de 40% em relação a seus pares.

“As ações da Embraer caíram de forma acentuada após a escalada do conflito envolvendo o Irã e a volatilidade dos preços do petróleo, e acreditamos que essa reação inicial foi exagerada”, escreveram os analistas do banco, em relatório.

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A desvalorização recente dos papéis também tornou a relação risco-retorno “assimétrica demais para ser ignorada”, segundo o BTG.

Para a equipe, as preocupações dos investidores com pedidos marginais foram amenizadas, especialmente após a encomenda de jatos E2 pela Finnair.

Além disso, o BTG Pactual avalia que, com a atual carteira de pedidos de US$ 32 bilhões no quarto trimestre do ano passado (4T25), o risco é limitado ou praticamente inexistente para receitas no curtíssimo prazo.

As ações foram incluídas, nesta quarta-feira, na carteira recomendada do BTG Pactual 10SIM para abril.

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Embraer em alta

Nesta quarta-feira (1º), os papéis da fabricante de aeronaves são beneficiados pela melhora do humor dos investidores com expectativa de fim do conflito no Oriente Médio.

Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã pediu um cessar-fogo, em uma postagem no Truth Social.

“Vamos considerar quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desimpedido. Até lá, estamos explodindo o Irã até o esquecimento”, disse ele.

Logo depois, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que a declaração de Trump sobre o Irã ter solicitado um cessar-fogo “é falsa e sem fundamento”, informou a TV estatal iraniana Al Jaazera.

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Já no final da tarde, o presidente norte-americano disse que os EUA “sairão do Irã muito rapidamente” e poderão retornar para “ataques pontuais”, se necessário, em entrevista por telefone à Reuters,

Desde o início da guerra, analistas precificavam impactos da guerra de EUA-Israel contra o Irã na companhia. A principal preocupação dos investidores está relacionada a possíveis atrasos ou cancelamentos no backlog (carteira de pedidos) da fabricante brasileira, diante da alta dos preços do petróleo e um potencial crise no setor aeroespacial.

Atualmente, o backlog da Embraer é de US$ 31,6 bilhões, sendo US$ 14,5 bilhões na aviação comercial – o que representa pedidos de 459 aeronaves.

Do total, os pedidos de 7 jatos são de companhias aéreas do Oriente Médio – Salam Air e Royal Jordanian – e outros 50 jatos estão vinculados a novas companhias como a Avelo, suja as operações podem ser atrasadas ou impactadas pelo aumento dos preços do petróleo.

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Juntos, os 57 jatos somam cerca de US$ 4,8 bilhões em backlog, mas representam US$ 3 bilhões em receitas potenciais, assumindo desconto de aproximadamente 40%.

Desde o início da guerra no Irã, os preços do Brent, referência para o mercado global, já acumularam valorização mais de 40%, com o barril sendo negociado a US$ 100.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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