BTG vê espaço limitado para o petróleo e aponta ação preferida no setor
O BTG Pactual avalia que há espaço limitado para uma alta sustentável do Brent acima de US$ 70 por barril, diante da ampla oferta global e do incentivo ao aumento da produção nesses níveis de preço. A expectativa do banco é que a commodity permaneça na faixa entre US$ 60 e US$ 70.
A instituição, em relatório assinado por Rodrigo Almeida e equipe, aponta a Prio (PRIO3) como Top Pick (preferida) no setor, destacando a forte execução operacional, a geração de fluxo de caixa livre, a desalavancagem e o potencial de distribuição aos acionistas.
Os analistas citam o primeiro óleo de Wahoo no 1T26 (cerca de 40 mil bpd em março/abril), otimização da Peregrino e falam em um dividend yield de cerca de 11%.
Eles também mantêm recomendação de compra para a Brava (BRAV3), apoiada pela melhora da estabilidade operacional e pela trajetória de desalavancagem. Já a PetroReconcavo (RECV3) é vista com mais cautela, diante da ausência de catalisadores claros e da baixa visibilidade sobre ganhos operacionais.
Para a Petrobras (PETR4), o descompasso entre a política de dividendos e a geração de caixa deve persistir, o que limita o potencial de valorização das ações no curto prazo, na avaliação do BTG. O banco rebaixou a recomendação para neutra e fixou preço-alvo de US$ 15.
Segundo o banco, a estatal opera sob uma estratégia de longo prazo considerada crível e alinhada aos acionistas minoritários, e que a pressão atual sobre o caixa é consequência natural de um ciclo intensivo de capital no offshore, não de deterioração estratégica.