BYD, Nio e Xpeng: o problemão criado pelos carros elétricos na China
Os carros elétricos se tornaram a “it girl”, ou seja, um desejo de consumo da indústria automotiva, principalmente na China. E, como toda grande tendência, esse movimento também traz consequências.
Até 2030, a China poderá gerar mais de 1 milhão de toneladas de baterias descartadas de veículos de nova energia, segundo estimativas do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação do país.
Diante desse cenário, o governo chinês anunciou medidas para reforçar a fiscalização e regulamentar o setor de reutilização e reciclagem de baterias.
Para se ter uma ideia do avanço dos carros elétricos no mundo, a BYD vendeu cerca de 2,26 milhões de veículos em 2025. Já sua principal concorrente, a Tesla, registrou aproximadamente 1,63 milhão de unidades comercializadas.
Baterias de carros elétricos x China
O ministério pretende combater práticas ilegais na cadeia de reaproveitamento, como:
- Destinação inadequada de baterias usadas;
- Produção de itens fora dos padrões a partir de materiais descartados;
- Descumprimento das regras de rastreamento;
- Desmontagens ilegais com impacto ambiental;
- Operações comerciais sem licença.
Além disso, o governo definiu como uma das prioridades para 2026 a criação de mecanismos capazes de lidar, no longo prazo, com o fim da vida útil das baterias de veículos elétricos e híbridos.
Também foram discutidos o fortalecimento da legislação, das políticas públicas e dos padrões técnicos para o setor, além da realização de operações conjuntas de fiscalização para regularizar o mercado de reciclagem de baterias usadas. A proposta prevê ainda a ampliação do sistema de rastreamento das unidades descartadas.
*Sob supervisão de Renan Dantas.